O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva polemizou em um discurso feito recentemente a favor da presidente afastada Dilma Rousseff. Na Avenida Paulista, em São Paulo, falando para milhares de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), #Lula comparou o presidente em exercício #Michel Temer, do PMDB, com Fidel Castro. De acordo com um dos fundadores do PT, o peemedebista utiliza a mesma autoridade do ditador cubano, que tomou o país em 1959. Apenas agora, já no ano de 2016, mais de 50 anos depois do início da ditadura de Fidel, o país começa a se abrir para a comunidade internacional. 

Percebendo que fez uma comparação que poderia gerar até críticas dos próprios petistas, o ex-presidente decidiu argumentar sobre o porquê de seu pensamento. "Mas o Fidel tinha feito uma revolução, o Temer chegou lá através de um golpe", justificou o político.

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Em seguida, Lula disse que Michel era um homem constitucionalista e que estava cometendo um golpe parlamentar. "Você sabe que está errado", disse o ex-líder sindical. 

É bom dizer que diferente do que ocorre hoje no Brasil, a posse de Fidel Castro no poder era considerada ilegal em 1959. Até mesmo hoje, quando de fala em "revolução cubana", o período histórico é tratado como uma espécie de ditadura da esquerda. O fechamento de Cuba, especialmente para os Estados Unidos, transformou o país em uma espécie de enorme museu. Basta pisar por lá e avistar carros do final da década de 1950 e início de 1960. Comprar um modelo mais novo é aprovado apenas para os riquíssimos, que precisam pagar verdadeiras fortunas para terem acesso a esse tipo de produto. 

Na época da revolução de Cuba, a comunidade internacional tratou o caso como início de uma ditadura, assim como ocorreu em 1964 no Brasil e em outros países da América do Sul, como a Venezuela, assolados por um movimento bolivariano. 

Lula errou em todos os sentidos ao comparar Temer com Fidel.

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Primeiro que ele defendeu uma revolução polêmica, depois que equiparou o peemedebista com um ídolo de esquerda para uma plateia de esquerda. Já para a oposição, a comparação só falta ser vista como devaneio.