Nesta segunda-feira, 13, o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, começou a calar os críticos que dizem que o governo dele não é bem representado pela diversidade. Depois de escalar algumas mulheres para posições importantes no governo federal, ele mandou publicar no Diário Oficial da União uma contratação especial. Foi nomeada para o cargo de chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a desembargadora Luislinda Dias de Valois Santos, considerada a primeira mulher negra a se tornar juíza no Brasil. A secretaria que a desembargadora comandará é vinculada ao Ministério da Justiça.

Nessa semana, a Organização das Nações Unidas, a ONU, chegou a soltar um parecer dizendo que tinha preocupação com a falta de diversidade nos Ministérios brasileiros.

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Dilma faz uma crítica parecida e diz que os brasileiros e as minorias não são representadas no governo do presidente Temer. Atualmente, Luislinda está aposentada, mas é uma referência na lutra por igualdade social. O nome dela estava sendo defendido há muito tempo e as negociações para ela assumir o atual cargo também. 

A desembargadora aposentada assume uma Secretaria que até então era um Ministério. O peemedebista presidente argumentou o "rebaixamento" da pasta com o fato de que é necessário fazer uma economia no governo, mesmo que essa seja mais simbólica do que prática. A juíza nasceu na capital da Bahia, Salvador. Ela é de uma família descendente de escravos. Sua avó foi escrava, sua mãe trabalhou boa parte da vida como lavadeira e passadeira, enquanto o pai era motorneiro de bondes da região. 

A juíza se formou em direito em uma universidade católica da região ainda na década de 70.

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Menos de 10 anos depois ela se tornou juíza. A magistrada ficou conhecida por adotar colares de candomblé das audiências públicas. Ela foi a primeira pessoa a processar outra por racismo no Brasil, o que aconteceu no ano de 1993. 

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