O presidente em exercício #Michel Temer, do #PMDB, não vai mais patrocinar uma série de sites favoráveis à presidente afastada Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com uma reportagem do jornal 'Folha de São Paulo' desta terça-feira, 14, a presidência confirmou que foram cortados contratos orçados em R$ 11,2 milhões com sites ditos "petistas". Os cortes principais ocorreram nos maiores deles: 'Carta Maior', 'Diário Centro do Mundo' e 'Brasil 247'. Esse último até o nome somado dá 13, legenda que elegeu Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de chefe de estado no Brasil.

De cordo com a presidência, o governo agora só continuará patrocinando blogs que reflitam à opinião pública e não apenas uma única opinião, especialmente partidária.

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Esses sites mencionados na reportagem são conhecidos por chamar o impeachment de "golpe" e por fazerem uma cobertura positiva para Dilma e negativa contra Michel Temer. Os endereços cresceram bastante nos últimos anos, muito por conta da parceria milionária de patrocínio com o governo federal.

Além de patrocinar campanhas, o governo tinha um verdadeiro pacotão de comunicação. Os contratos de R$ 11,2 milhões tinham validade pelo próximo ano e teriam sido assinados nos últimos dias que Dilma esteve no poder. Além da administração direta, como os Ministérios, esses sites recebiam dinheiro de empresas estatais, como bancos e a Petrobrás. Michel Temer decidiu bloquear tudo, o que chamou a atenção de muita gente.

Dilma tem reagido à essa manifestação. A informação dos cortes, apenas confirmada oficialmente agora, já era "verdade" há tempos nos corredores de Brasília.

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Por isso, Rousseff decidiu investir fortemente na internet. A presidente, que até então, parecia avessa às redes sociais, diariamente faz encontros ao vivo com ex-Ministros, políticos e personalidades. Todos, é claro, favoráveis à ela. Dilma também faz comícios em todo o país dizendo que o seu processo de impeachment é um "golpe". O objetivo dela é mobilizar a opinião pública.