Nesta quarta-feira, 1º de junho, centenas de manifestantes ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) invadiram a sede do escritório da Presidência da república. O prédio fica localizado no ponto mais conhecido de São Paulo, a Avenida Paulista. O principal grupo que coordena o protesto é o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O grupo pede a saída do presidente em exercício #Michel Temer (PMDB) do poder, além do retorno da presidência afastada Dilma Rousseff (PT) ao governo. Temer não estava no local no momento da invasão. 

Outra reclamação dos manifestantes foi o fato do Ministério das Cidades ter revisto a concessão de casas que seriam financiadas a integrantes do MTST através do programa social 'Minha Casa, Minha Vida'.

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A concessão do financiamento pelo governo federal teria sido feita por Dilma no "apagar das luzes", quando o Congresso já discutia o processo de impeachment contra a petista.

De acordo com o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, o grupo não sairá do prédio até que o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, reveja a decisão em conceder o benefício do 'Minha Casa, Minha Vida'. "Aqui nós vamos permanecer até retomar a contratação de todas as moradias", disse ele para as centenas de manifestantes, que antes de chegar ao local passaram por regiões conhecidas do Centro de São Paulo. 

Guilherme Boulos ficou conhecido de todo o país durante um discurso em um evento contra o impeachment, no qual ele disse que os movimentos sociais incendiariam o país caso Dilma fosse realmente afastada da presidência.

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No dia 12 de maio, como sabemos, o Senado escolheu através de 55 votos que Rousseff deveria ser afastada do posto pelo qual ela foi eleita. Não foi a primeira vez que Dilma sofreu uma derrota política contundente. No dia 17 de abril, a Câmara já havia aprovado por 367 votos o prosseguimento do impeachment. 

Voltando a falar sobre os protestos contra Michel Temer, não é o primeiro do tipo registro em São Paulo o que ocorre na Avenida Paulista. A casa do peemedebista está sob guarda da Segurança Nacional, já que manifestantes também acampam na região.