O presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, está cansado. Ele não quer saber mais de nenhuma regalia para o Partido dos Trabalhadores (PT). A ordem é passar a navalha na carne. Fala-se agora que começou uma espécie de batalha de comunicação. De acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo', até o fim deste ano, sites considerados petistas receberiam R$ 11 milhões do governo federal, que paga por anúncios publicitários. O peemedebista já cortou R$ 8 milhões desse dinheiro. Agora os sites que defendiam Dilma terão que se contentar com menos de 30% da verba prevista até o fim do ano. E olha que muitos tinham esperança de ter mais dinheiro com a volta de Dilma ao governo. 

Além da Secretaria de Comunicação, verbas de patrocínio advindas de empresas estatais, como a Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa, também foram cortados.

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De acordo com o governo do peemedebista, o motivo do corte é óbvio, esses sites funcionam como instrumento de opinião partidária, dizendo que o processo de impeachment é um "golpe parlamentar". O mesmo dinheiro agora será enviado para outros sites, que permitem "múltiplas opiniões" e informações. 

A lista de sites que estariam "desesperados" pelo fim da verba alta é longa. O que mais deve perder é justamente quem mais recebia, o Brasil 247. Depois que Temer assumiu o governo, o site chegou a dar uma "suavizada" no noticiário, tentando colocar algumas matérias neutras, não deu tão certo. Também estão na lista blogs de jornalistas como Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif. Esse último chegou a entrevistar Dilma. A conversa iria ao ar pela TV Brasil nesta segunda-feira, 06, mas o contrato de Luís foi interrompido com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Portanto, o diretor-presidente da instituição, Ricardo Melo, decidiu pela suspensão da exibição do material.

Enquanto isso, líderes do #PT chegam a acusar Michel Temer de "mesquinho" e até de "censura", achando que o governo tem que bancar uma ou outra vertente ideológica. E você, o que pensa sobre os cortes? Comente.  #Dilma Rousseff