O presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, acredita que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) acabou virando um cabide de empregos. Controlada pela união, a EBC reúne diversas emissoras de rádio, sites e a TV Brasil. Essa última, de acordo com a 'Folha de São Paulo' em reportagem publicada nesta sexta-feira, 17, pode ser extinta. Para isso, Temer tentará passar pelo Senado um projeto de lei que muda a forma de comunicação do governo.

A seu favor ele dirá que a TV Brasil é um projeto milionário e que não tem retorno de público. Além disso, muitas figuras conhecidas por defenderem o governo da presidente afastada Dilma Rousseff acabaram estacionando na empresa.

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Alguns dos salários chegam a casa de mais de R$ 100 mil. Mais até do que a maioria dos apresentadores ganha na TV aberta convencional, com exceção, é claro, dos grandes medalhões. 

Só neste ano, a EBC consumirá dos cofres públicos R$ 535 milhões. Orçamento maior do que o da maioria das universidades do país. A maior parte desse dinheiro é para pagar as folhas salariais. Muitos funcionários ainda reclamam da falta de investimento do governo, dizendo que isso faz com que o canal não tenha audiência. A grande verdade é que a maioria dos brasileiros sabe que a TV existe, acha a produção dela de qualidade, mas não vê. Ou seja, não é interessante para a maioria. Em São Paulo, até a TV Cultura, já famigerada  pela falta de investimentos, dá mais Ibope que a TV Brasil. Emissoras fechadas conseguem ser mais vistas que o canal vinculado ao governo federal. 

Temer, por enquanto, só quer fechar mesmo a TV Brasil.

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Isso porque o canal necessita de metade de todos os recursos da EBC. Caso o Congresso aprove a medida criada pelo presidente, todo o Conselho da empresa, formado hoje por 22 integrantes, será destituído. Além disso, o presidente da entidade, que tem mandato de quatro anos, também seria derrubado. Temer tentou mudar o presidente da EBC, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) o impediu. Com o apoio do Senado, isso agora ficará livre.  #Michel Temer #PMDB