O presidente em exercício Michel Temer está disposto a se meter no menor número de confusões possível, por isso, está avaliando postos ocupados por sua equipe. Há menos de um mês no #Governo (completa esse período no dia 12) o peemedebista já oficializou a saída de dois Ministros. Neste sábado, 04, segundo O Globo, o Advogado-Geral da União também será exonerado depois de dar uma carteirada em oficiais da Aeronáutica. E as possíveis demissões continuam, envolvendo, inclusive, quem ainda nem assumiu oficialmente qualquer cargo, como é o caso da ex-deputada Fátima Pelaes.

O nome dela foi anunciado durante a semana para assumir a Secretaria de Políticas para a Mulher.

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Em entrevista ao jornal O Globo, o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, indicou que Fátima Pelaes pode acabar não assumindo o posto. De acordo com ele, não existe um prazo para que a posse seja concluída. Eliseu explicou que a pesquisa sobre o currículo da ex-deputada ainda não foi concluída e que coisas podem mudar depois que diversas notícias negativas sobre a possível nova Secretária saíram na mídia. 

"A pesquisa, pelo que a gente já viu pela mídia, deverá trazer coisas que, em tese, tem de ser feita uma reavaliação", afirmou o Ministro da Casa Civil na entrevista. #Michel Temer já avisou a seus Ministros que não quer nenhum desvio de conduta. Isso porque a opinião pública exige que os políticos e membros da gestão do novo governo sejam os melhores possíveis. Por isso, denúncias que envolvem corrupção ou tentativas de barrar investigação podem fazer qualquer um deles ser exonerado.

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No caso de Fátima, ela foi denunciada pelo Ministério Público Federal em 2011. Ela é acusada pela entidade de articular o desvio de mais de R$ 4 milhões destinados à emendas parlamentares para uma Organização Não Governamental (ONG) que sequer existia. A ONG fica no estado em que Fátima foi eleita, o Amapá. Além disso, a quase Secretária se enrolou na polêmica do abordo. Ela disse várias vezes publicamente que era contra a prática, pois "conhecia Jesus". Depois de ataques de movimentos feministas, ela mudou de ideia e disse que não era contra o aborto em casos já previstos, como o de estupro.