No fim de semana, o Ministério da Casa Civil anunciou que a presidente afastada Dilma Rousseff não poderia mais fazer trajetos utilizando aviões oficiais da Força Aérea Brasileira para eixos que não sejam os que envolvem o Rio Grande do Sul (onde está a casa da presidente) e Brasília (onde fica o Palácio do Alvorada). Antes, a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) já tinha feito viagens para Minas Gerais, São Paulo e outros estados. 

Agora o avião que Dilma utilizava, assim como outros da Aeronáutica, terão como principal objetivo salvar vidas. Eles serão utilizados para o transporte de órgãos em todo o Brasil.

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A decisão veio de cima, assinada pelo presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. Ela determina que pelo menos um avião da Aeronáutica esteja à disposição para salvar vidas, fazendo o transporte dos órgão, ossos e outras partes de corpos que possam ajudar pacientes de todo o Brasil. Os demais aviões também, sempre que puderem, também farão esse serviço.

A decisão de Temer veio depois de uma ampla reportagem do jornal 'O Globo', na qual estava detalhado que uma vida deixou de ser salva porque a Força Aérea estaria atendendo uma comitiva do deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB. O presidente confirmou que a mudança veio depois dele ler a reportagem. Ele disse que o problema evidenciado mostrava uma tristeza dos cidadãos brasileiros. Em seguida, ele cita o fato de não ter nem um avião para fazer o serviço. 

De acordo com o presidente em exercício, a partir desta terça-feria, 07, a medida ficará valendo.

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Não foi explicado qual modelo de avião terá essa responsabilidade, mas é provável que seja um dos mais rápidos da Aeronáutica. Isso porque alguns transplantes, como o de Coração, só podem ser realizados em até quatro horas, o que demanda uma verdadeira correria de profissionais de saúde de todo o país. Alguns caças conseguem cruzar os céus do território nacional em poucos minutos. 

Além de órgãos, caso haja necessidade, o transporte será do paciente que precisa fazer o transplante, explica a nota assinada por Temer. #PT #Dilma Rousseff