Ao todo, são 121 processos que estão aos cuidados do ministro, e receberam classificação de sigilo, procedimento adotado quando as apurações envolvem autoridades. Segundo informações do próprio tribunal, não é possível determinar se todos estão envolvidos nos casos de #Corrupção da Petrobras.

Segundo o Supremo Tribunal Federal, eram 194 processos sigilosos que estavam em tramitação até a conclusão da resolução que pôs fim à classificação de "oculto", ou "sigiloso" para trâmites de inquéritos e demais procedimentos abertos que envolvam autoridades.

Quando os procedimentos eram classificados como ocultos, apenas o ministro-relator e a Procuradoria-Geral da União podiam ter acesso ao conteúdo.

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O público, em geral, nem mesmo podia ter conhecimento da existência de apurações em andamento.

Agora, com a modificação feita pela resolução, os procedimentos vão tramitar em segredo de justiça, permitindo que o público saiba da existência de apuração, e também do conteúdo parcial dos procedimentos como nomes, crimes, e a petição inicial das partes envolvidas.

De acordo com dados do STF, os procedimentos "ocultos" ou "sigilosos", estão distribuídos da seguinte forma: 

Ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio e Luiz Fux com 9 cada; 12 com o ministro Luís Roberto Barroso; 11 com Luiz Edson Fachin; 10 com a ministra Carmen Lúcia, além de 5 com a ministra Rosa Weber; 5 com o ministro Celso de Melo; e 3 com o ministro Gilmar Mendes.

O procedimento de modelo "oculto" ou "sigiloso" foi adotado, inicialmente, quando estavam presentes nas apurações autoridades ligadas à corrupção da Petrobras.

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Um exemplo desses procedimentos foi o requerimento feito pela Procuradoria-Geral, que objetivava a investigação de Dilma Rousseff, atualmente afastada de suas funções, e do ex-presidente Lula, além do ex-ministro José Eduardo Cardozo, por obstrução da Justiça.

Conforme a  nova resolução, para não prejudicar a coleta de provas das investigações, dentro das diversas diligências realizadas nessa etapa, só vai tramitar em segredo de justiça, o que supre a necessidade de informação do público sem que, para isso, comprometa as investigações. #Lava Jato #Petrolão