Brasília - Nesta segunda-feira, 13, aconteceu mais uma reunião da Comissão do impeachment, que discute o afastamento da presidente da república Dilma Rousseff no Senado. Os Senadores votaram, através de blocos, que quatro testemunhas de acusação seriam dispensadas e não participariam da sessão. A presença delas estava confirmada na semana passada. O cancelamento dos depoimentos das testemunhas de acusação causou uma verdadeira comoção no Senado. O tumulto foi tão grande que a Comissão precisou ficar interrompida por alguns minutos. Entre os depoentes, estava o ex-Coordenador do Tesouro Nacional, Marco Pereira Amorim. 

De acordo com o jornal 'O Estado de São Paulo', o pedido de cancelamento das oitivas de acusação foi solicitado pelo PMDB, que através de membros ligados ao presidente em exercício Michel Temer, passaram a acreditar que as testemunhas "desconvidadas" poderiam, na verdade, acabar ajudando Dilma, o que para a acusação é algo extremamente prejudicial.  "É um escândalo o que está fazendo.

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Eles estão fazendo isso porque a estratégia deu errado", disse em um ato de 'desespero' o Senador Lindbergh Farias, eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro. 

A fala dele foi seguida pela Senadora Gleise Hoffmann, eleita pelo #PT do Paraná, que argumentou que o cancelamento das oitivas só deveria ocorrer se houvesse uma concordância da acusação e da defesa, o que acabou não aconteceu. O presidente da Comissão do impeachment, Senador Raimundo Lira, acabou não acatando aos apelos do PT. Ele disse que o argumento da acusação, o de que o objetivo das retiradas das testemunhas era tornar o processo mais rápido, poderia ser aceito pela mesa.

Lindbergh disse então que mais uma vez o PMDB e aliados de Michel Temer estavam tentando fazer um golpe dentro do golpe. Houve bate boca e gritaria.

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A TV Senado, que transmitia a sessão, chegou a cortar o áudio durante alguns segundos. Portanto, não é possível dizer algumas das acusações que um Senador acabou fazendo contra o outro.  #Dilma Rousseff