No domingo passado, 29, aconteceu a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a maior do país. Chamou a atenção durante a festa um protesto inusitado, protagonizado pela modelo transexual Viviany Beleboni. A modelo havia sido convidada para fazer parte do seriado 'Sense8', conhecido por ter trama voltada ao público homossexual. No entanto, por causa de seu protesto, ela foi desconvidado. O protesto foi contra deputados federais polêmicos, como Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, ambos eleitos pelo PSC (O Primeiro por São Paulo e o segundo pelo Rio de Janeiro), que fazem parte da chamada bancada evangélica do #Governo.

Com uma roupa dourada, a transexual segurava uma espécie de bíblia, na qual estava escrita a frase "Bancada evangélica - Retrocesso".

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Em entrevista ao site E+, a modelo revelou que acabou sendo enganada pelos produtores do programa da Netflix, serviço de televisão por demanda. De acordo com ela, o homem seria processado por transfobia. 

As gravações acabaram acontecendo durante um desfile da parara Gay. Atores trocaram beijos e protagonizaram cenas calientes, levando uma multidão ao delírio. Segundo a transexual, ela precisou participar de testes. Após ser aprovada, ficou combinado que ela receberia R$ 300, R$ 100 de cachê para cada um dos dias de filmagens da série. No entanto, após descobrirem que ela faria o protesto contra Bolsonaro, a relação com a série azedou. 

"Me colocaram contra a parede e me disseram para escolher entre o meu protesto e a participação na série", explicou ela na entrevista. De acordo com a modelo, ela prefere aderir ao protesto por julgar mais importante, lembrando que o Brasil carece de mais leis voltadas ao público homossexual, diferente do que acontece onde a série é um sucesso, os Estados Unidos. 

A participação de Viviany Beleboni foi um dos momentos mais polêmicos da parada gay.

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No entanto, não mais do que ocorreu no ano passado, quando ela apareceu crucificada em plena Avenida Paulista. A modelo revelou que desde então tem recebido ameaças de morte.  #É Manchete!