A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou nesta segunda-feira (13) o resultado de uma pesquisa  feita pelo seu Instituto de Microbiologia e que detectou a presença da chamada 'superbactéria' em algumas praias do Estado. A presença de tal organismo chama a atenção das autoridades sanitárias para o fato de que a mesma, quando em contato com seres humanos, pode causar uma série de infecções que podem levar o indivíduo à morte.

Como foi realizado estudo pela UFRJ e que detectou a presença da bactéria super resistente

A pesquisa realizada entre o período de setembro de 2013 a setembro de 2014  foi feita através de uma coleta sistemática de cerca de dez amostras em cada praia.

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De acordo com a responsável pelo estudo, professora Renata Picão, este tipo de bactéria é capaz de causar infecções muito graves quando se instala no organismo. Segundo ela, estão mais suscetíveis os indivíduos que apresentam algum tipo de comprometimento do sistema imunológico. Neste grupo, ela pode alcançar órgãos vitais e causar quadro infecciosos graves que podem levar o indivíduo a óbito.

O estudo recém anunciado foi feito a partir de uma pesquisa anterior nas praia do Botafogo e Flamengo, e que detectou a presença da mesma. Este estudo foi feito em 2014. A partir deste, os pesquisadores resolveram investigar as demais áreas de banho na cidade.

De acordo com a pesquisadora, ainda não se pode prever qual o risco de contaminação por parte de banhistas e dos atletas que deverão estar na cidade com a aproximação das competições da Rio 2016.

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Entretanto, a superbactéria que foi detectada em diferentes níveis nas amostras coletadas dos vários locais é proveniente de lixo hospitalar, que pode estar sendo despejado nestas praias.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, a presença desse organismo já havia sido detectada em alguns pontos do Rio de Janeiro, como na zona Sul da cidade, no Cosme Velho, na foz, antes da estação de tratamento no Aterro do Flamengo e no lago do Boticário.

Este tipo de bactéria possui esta classificação pela capacidade da mesma em produzir um tipo de enzima chamada de KPC, que bloqueia a ação da maioria dos antibióticos mais comuns.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que ainda não foi notificada sobre o resultado da pesquisa, e que segue todas as recomendações que a Organização Mundial da Saúde recomenda, assim como a Legislação Federal, que preconiza as determinações a serem cumpridas sobre áreas destinadas a banho. O órgão declarou ainda que não existem estudos suficientes que possam confirmar a infecção pela 'superbactéria' em locais aquáticos.

De acordo com a pesquisa, as praias cariocas na qual este tipo de bactéria foi detectada foram as seguintes: Ipanema, Copacabana, praia do Leblon, Flamengo e Botafogo. #Rio2016 #Doença #sistema de saúde