O vídeo do estupro coletivo cometido por mais de 30 homens contra uma adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro, continua sendo amplamente divulgado e compartilhados na #Internet. Mesmo com a proibição da divulgação desse tipo de imagem, inclusive com pena de prisão de quatro a oito anos, de acordo com o código penal brasileiro, o vídeo do abuso sexual da garota se multiplica a cada dia que passa e parece que não cairá tão cedo no esquecimento. Nos sites de conteúdo adulto, pornográficos e eróticos, o vídeo do abuso é facilmente encontrado e divulgado sem pudor algum.

O que torna possível o controle da divulgação do vídeo é a maneira como esse material fica armazenado.

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Geralmente, a hospedagem dos principais sites de conteúdo adulto na internet é feita em outros países, tornando praticamente impossível a punição para os responsáveis pela divulgação das imagens do abuso sexual da adolescente.

Vídeo do abuso sexual em sites pornográficos

Em uma rápida pesquisa na internet, foram encontrados pelo menos cinco sites de conteúdo adulto que disponibilizam o vídeo do estupro coletivo aos seus usuários, de forma livre e fácil. Nas imagens, é possível ver o rosto da garota sem nenhum tipo de proteção, além das cenas de nudez da gravação de pouco mais de 1 minuto de duração. Somente uma cópia do vídeo, armazenado em um desses sites, tem mais de 6 milhões de visualizações, tendo uma média de 500 mil novas visitas por dia.   

Após ameaça de morte, jovem recebe proteção

A adolescente vítima do abuso por vários rapazes em uma comunidade do Rio de Janeiro recebeu proteção policial e teve que deixar o estado após receber inúmeras ameaças de morte nas redes sociais.

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Muitas das mensagens afirmam que a garota estaria mentindo a respeito do #Crime e que o vídeo do estupro coletivo, na verdade, teria sido consentido. Essa é a mesma linha apresentada pelo advogado de um dos suspeitos do crime, que seria namorado da adolescente violentada. Segundo ele, a jovem estaria mentindo sobre o abuso coletivo por medo de ser repreendida pelos pais, que seriam bastante religiosos e reprovavam o comportamento da filha, que costumava frequentar bailes funks em comunidades cariocas e afirmou ser usuária de drogas. A jovem falou sobre o caso em entrevista exclusiva ao Fantástico.

Recentemente, outra jovem que também foi abusada sexualmente no Rio de Janeiro, acabou comentando suicídio depois que o culpado pelo crime não foi preso e o caso ficou impune. #Violência