Um caso que ocorreu na França voltou a tomar conta das redes sociais. Em setembro do ano passado, duas feministas do grupo 'Femen' acabaram presas depois de invadirem uma palestra que discutia qual a função da mulher na religião muçulmana. As ativistas invadiram a palestra exibindo os seios e assustaram os palestrantes, que precisaram interromper o discurso que faziam. O caso ocorreu em Paris, na França, pouco antes do país ser alvo de um atentado terrorista promovido pelo Estado Islâmico. 

De acordo com informações do jornal 'O Globo', um dos palestrantes é muito conhecido no mundo islâmico, Abu Anas Nader. Ele defende que as mulheres sejam sempre submissas a seus maridos e vai além, dizendo que elas sempre precisam fazer sexo com seus maridos, o que soa como uma legalidade do "estupro matrimonial".

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Nuas, as manifestantes escreveram no próprio corpo "Ninguém pode me tornar submissa".

Após aparecerem e atrapalharem a palestra, as mulheres teriam sido espancadas pelos presentes. Um vídeo que está na internet mostra pelo menos uma delas sendo chutada. O número de homens que realiza a ação chega a superar uma dezena. Alguns até caem do palco onde acontecia a reunião muçulmana. Uma das porta-vozes do Femen, Inna Shevchenko, contou que os homens a chamavam de "prostitutas sujas" e pediam para matar as feministas. 

Após serem espancadas, as mulheres foram presas. De origem ucraniana, elas foram ouvidas por investigadores e depois liberadas. Ao todo, seis mil pessoas chegaram a fazer um abaixo-assinado pedindo o fim da reunião dos religiosos que falavam sobre a submissão das mulheres. 

Na internet, no entanto, muita gente também condenou a atitude das mulheres.

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Isso porque elas estavam invadindo de forma extremamente hostil uma cultura diferente. Por mais que muita gente possa não concordar com os palestrantes, eles estavam em seus direitos de exporem as próprias ideias. O vídeo voltou a polemizar depois do atentado de Orlando, nos Estados Unidos. 

Veja abaixo o vídeo que voltou a provocar polêmica nas redes sociais:

#Terrorismo #Crime