Nesta terça-feira, 27, a professora da Universidade de São Paulo (USP) e advogada de acusação contra a presidente afastada Dilma Rousseff, Janaína Paschoal, provocou polêmica na Comissão do impeachment no Senado, em Brasília. Ela decidiu se impôr contra um dos defensores da petista, o Senador Lindbergh Farias, eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro.

Visivelmente irritada com uma fala feita pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, ela pediu permissão ao presidente da Comissão, Raimundo Lira, para que se defendesse. O presidente deu a fala para a jurista, que impressionou com seus argumentos, falando veementemente contra Farias, que chegou a questionar se aquilo tudo realmente era contra ele. 

Tudo porque na sessão, o Senador chegou a dizer que achava muito estranho o juiz que determinou prisões preventivas de petistas ser um dos orientados da Professora da USP.

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Um dos nomes que o juiz federal de São Paulo mandou prender é o do ex-Ministro do Planejamento do governo Dilma, Paulo Bernardo, que é marido da Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo #PT  do Paraná.

A prisão ocorreu durante a operação 'Custo Brasil', que investiga o desvio de dinheiro e pagamento de propina em um esquema envolvendo o roubo de investimentos dos créditos consignados dos servidores federais, até mesmo de aposentados endividados. 

Na sessão do impeachment, a advogada, que já tinha feito falas marcante, como quando chorou ao exibir a Constituição brasileira aos congressistas,  rebateu a insinuação de Lindbergh. Ela alegou que o juiz toma suas decisões de acordo com a sua própria consciência. Nesse momento, o grupo de Senadores petistas ficou alterado. Os três maiores defensores de Dilma começaram a pedir a palavra ao mesmo tempo, parecendo estarem 'desesperados'. Para mostrar que o PT tenta medi-la com a régua do partido, Janaína saiu-se com uma frase marcante:

“Como os petistas têm vassalos, e não orientandos, eles exigem que os outros se ajoelhem diante deles.

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Veja abaixo a fala da advogada Janaína Paschoal, em um dos momentos mais marcantes da comissão do impeachment:

#É Manchete!