A 31 dias dos Jogos Olímpicos a maior preocupação do governo deixou de ser grupos terroristas islâmicos e passou a ser os chamados “lobos solitários”. Um homem, solitário, imperceptível, porém fortemente armado seguindo a ideologia radical do Estado Islâmico ou Isis (sigla em inglês).

Um relatório liberado pela revista Veja declara que os grandes atentados deixaram de ser a maior apreensão do estado. O maior medo são os pequenos ataques orquestrados por admiradores de grupos religiosos extremistas. Um trecho do texto diz o seguinte: “Uma das maiores preocupações governamentais está no acompanhamento da radicalização de indivíduos alinhados ideologicamente ao Estado Islâmico”.

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Jihad Ahmad Diyab, ex prisioneiro que cumpriu pena nos Estados Unidos por sua possível ligação com Al Qeada, foi abrigado por dois anos no Uruguai e recebeu o direito de deixar o país. A partir disso a companhia de aviação Avianca recebeu das autoridades brasileiras a recomendação de mandar um comunicado avisando da possível entrada dele no Brasil. Tecnicamente ele não é fugitivo, pois não foi processado. De qualquer forma, toda ameaça deve ser contida, afinal o país está em contagem regressiva para as olimpíadas.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu recentemente, no aplicativo de mensagens instantâneas Telegram, um canal de trocas de mensagem em português que servia para troca de informações sobre o Estado Islâmico. Por meio dele o grupo recruta novos aliados e novos soldados.

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Essa descoberta foi o que levou a Abin a vir a público falar sobre a possível entrada de Jihad no Brasil.

Em abril passado, a agência também veio a público para confirmar a autenticidade de uma mensagem publicada em uma conta na rede social Twitter. A mensagem que dizia “Brasil, vocês serão nosso próximo objetivo” foi publicada em novembro de 2015, quatro dias após o atentado em Paris que deixou 129 mortos.

Essas declarações da Abin têm seus críticos, entre eles o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro. Para Beltrame, “quando temos investigações de coisas importantes para fazer, a gente não fala. A gente apresenta resultado. Na minha visão, não deveria nem ter confirmado ou desconfirmado”.

O analista de assuntos estratégicos e consultor de agências internacionais, André Luís Woloszyn, acredita que, devido ao aumento de protocolos nos países da Europa, o Brasil seria uma “alternativa inexplorada”. #Crime #Rio2016 #Ataque Terrorista