No último domingo (24), o comerciante e xeique Ahmad Al-Khatib, deu entrevista ao fantástico e relatou o como foi a abordagem da Polícia Federal em sua casa. Segundo ele, a operação foi “exagerada”. Ahmad Al-Khatib nasceu Líbano mas já faz 27 anos que mora no Brasil, o xeique possui uma pequena fabrica de moveis e é líder de uma ONG em Guarulhos.

Ahmad relata que na quinta-feira passada (21), ele acordou aproximadamente às 06 horas para fazer sua oração e antes mesmo de iniciar, a campainha tocou e um senhor se identificou como delegado da Polícia Federal, este o conduziu coercitivamente até uma sala da Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos para prestar esclarecimentos.

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A operação foi “exagerada” pois não havia necessidade de tal abordagem, bastaria uma ligação para seu comparecimento. Falou ele. 

Os agentes apreenderam 4 celulares, 2 notebooks e 3 tablet na casa de Ahmad. Ele prestou depoimento por 3 horas e depois foi liberado. A Polícia queria mais informações do xeique sobre, Antonio Andrade dos Santos Junior e Vitor Barbosa Magalhães, ambos presos provisórios por suspeita de ligação com o #Terrorismo

O líder religioso muçulmano afirma que, ambos podem até ser simpatizantes, mas não são terroristas. Os jovens tiraram um foto com uma bandeira contendo frases adotadas pelo Estado Islâmico quando estiveram no Egito, no entanto eles não sabiam o que estavam fazendo naquela época, disse ele.

O juiz responsável, Marcos Josegrei da Silva, informou que a Polícia adicionou ao caso, nomes de pessoas que, se relacionavam com possíveis ameaças ao Brasil de acordo com memorando enviado pelo FBI (dos Estados Unidos) foi o caso de Antonio e Vitor.

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O juiz disse ainda que, no início das investigações, o Facebook e Twitter resistiram à quebra de sigilo dos acusados, mas que após a determinação judicial com multa caso houvesse descumprimento, ambas as empresas forneceram as informações onde foi constatados que presos na operação, postavam fotos de execução e se disponibilizavam para suposto chamado do Estado Islâmico durante a Olimpíada no Brasil. Para o magistrado, no momento em que eles se disponibilizam, iniciam os atos preparatórios do crime de terrorismo e que podem a qualquer momento realizar um ato concreto. 

Os suspeitos estão presos temporariamente por 30 dias podendo ser renovais por mais 30. #Casos de polícia #Fanatismo religioso