Um argentino, de 59 anos, foi preso na quinta-feira (30), na cidade de Campanha, no sul de Minas, após uma denúncia anônima que informava que ele estaria vendendo o abortivo Cytotec na cidade. O estrangeiro estava hospedado em uma pousada da cidade e cada comprimido estaria sendo comercializado pelo valor de R$ 300 reais.

O Cytotec, usado para provocar o aborto, tem sua venda proibida no Brasil pela Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Sua comercialização é considerada #Crime hediondo e quem o pratica pode pegar até 15 anos de reclusão em regime fechado. No Brasil, o aborto só é permitido em casos em que há risco de morte para a mãe ou nos casos de vítimas de estupro. 

Prisão do suspeito

Conforme o delegado Fernando Gattini Júnior, responsável pela prisão do argentino, após uma denúncia anônima, o suspeito foi abordado pela polícia e não apresentando resistência abriu rapidamente o seu carro.

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No automóvel, um Peugeot com placa da Argentina, foram encontrados, além de 800 comprimidos do Cytotec, outros medicamentos que são usados para o mesmo objetivo e algumas seringas. 

Os remédios apreendidos seriam procedentes da Argentina e mesmo estando legalmente no país e com os documentos do carro em dia, o suspeito não portava nenhum documento que atestasse a origem dos medicamentos, nem uma autorização para porte dos mesmos. O homem arrecadaria R$ 240 mil reais pela venda das 80 cartelas de comprimidos abortivos que foram encontradas com ele. 

O acusado chegou a informar que estava na região, pois teria vindo ver o filho que vive com a mãe, e tratar da sua separação com essa mulher, que mora na cidade de Lambari. Ele falou que estava morando em seu país de nascimento e que ficou em uma pousada para não ter que se relacionar com a ex-mulher.

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Mas na delegacia não quis prestar depoimento e informou ao delegado que só iria depor em juízo, e não chegou a informar como arranjou os medicamentos e nem para quem eles seriam entregues. 

O carro e os comprimidos foram apreendidos pela Polícia Civil e os remédios encaminhados para perícia para verificação da existência das substâncias ilegais no Brasil. 

Suspeito não possuía passagem pela polícia

Segundo o delegado Fernando, o argentino não tem qualquer antecedente criminal e também ainda não há indícios da participação de outras pessoas no crime. Mas a Polícia Civil investigará a possibilidade de ser uma organização maior e mais bem constituída e com envolvimento de outras pessoas. 

A ex-esposa, moradora da cidade de Lambari, citada pelo preso, também será investigada a partir de agora, visto que a mesma foi presa, em flagrante, no ano de 2015, por exercer ilegalmente a profissão de dermatologista e aplicar hidrogel e anabolizantes, também ilegais no país, em pacientes da cidade.  #Casos de polícia #Saúde