Em meio a diversas polêmicas, o ministro interino da Cultura, Marcelo Calero quebrou a promessa de que de ''maneira nenhuma" recorreria a um mandado de reintegração de posse para retomar o prédio. Na última quinta-feira (21), o Ministério da Cultura teve expedido pela justiça o pedido de desocupação do Palácio do Capanema solicitado pela Advocacia-Geral da União. A ocupação ocorria desde o dia 16 de maio, no edifício histórico, que é sede da Funarte (Fundação Nacional de Artes) e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional) .

Na manhã de hoje (25), segunda-feira, a Polícia Federal fez cumprir o pedido e invadiu  o prédio partindo direto ao local utilizado como dormitório pelos manifestantes, o Salão Portinari.

Publicidade
Publicidade

A polícia federal realizou a reintegração, com cerca de 50 agentes, que chegaram ao edifício quando, segundo os manifestantes, muitos ainda estavam dormindo.

Em entrevista para o Jornal Folha de S. Paulo alguns manifestante relataram a truculência da ação da Polícia Federal: "Fui acordada aos gritos por 15 homens armados com metralhadoras. Eles chegaram sacudindo minha barraca e depois me arrastaram de lá. Nós não vamos ficar calados. Vamos reocupar aqui ou outro local", disse ao jornal a produtora cultural Adriana Tiuba, 28.

"Eu estava nua dentro da barraca. Um policial me arrastou pelada para fora e disse que eu tinha cinco minutos para sair. Ainda ficou me cutucando com a arma", disse a musicista Pabs Izidora, de 20, que estava há mês morando no Capanema.

Apesar do pedido ocorrer às vésperas das Olimpíadas, o Ministério da Cultura comunicou à imprensa que o pedido ocorreu apenas para dar andamento às reformas do local.O prédio foi envolvido por tapumes e muitos manifestantes continuaram no entorno, a ocupação foi iniciada há dois meses por reconhecer que houve um golpe parlamentar que beneficiou a ascensão de um #Governo ilegítimo ao poder.

Publicidade

O advogado do movimento Ocupa MinC, Rodrigo Mondego, afirmou que entre 50 e cem pessoas costumavam passar as noites o local. Ele diz que os ativistas permanecerão em vigília em frente ao prédio, que foi cercado por tapumes.

O ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, elogiou a decisão, apesar da repercussão negativa entre representantes da classes artística e do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A ocupação ocorria desde a polêmica da extinção do Ministério da Cultura pelo governo interino. #Rio Cultura #Protestos no Brasil