O assassinato de de Diego Vieira Machado, #Crime que chocou toda a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já ganhou repercussão internacional e autoridades e ativistas estão cobrando uma resolução e prisão dos culpados. De acordo com a Globo News, a polícia está investigando se a morte de Diego tenha sido causada por crime de ódio contra homossexuais, isto é, homofobia. E-mails também revelaram que Diego vinha sendo ameaçado frequentemente pela internet e há suspeitas de que houve uma mensagem de crime premeditado, enviada no dia da execução.

O estudante, morador da Zona Norte do Rio, foi encontrado às margens da Baía de Guanabara, na noite de sábado, dia 2 de julho.

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Amigos de Diego identificaram o corpo e notaram marcas de espancamento e o amigo, já morto, sem calças. Diego era aluno de Arquitetura e tentava uma transferência para o curso de Comunicação Social, localizado na Urca. Os amigos prometem não se calar e dizem ter certeza de que o crime teve como motivação a #Homofobia.

Pérola Gonçalves, de 22 anos, disse para o Jornal Extra que falou com o jovem na parte da manhã e este foi o último contato dela com o amigo.

"O Diego era uma pessoa muito boa. Ele lutava, mas lutava somente para se defender. Estamos todos mal com essa notícia", disse.

Em entrevista por telefone para a Globo, o irmão do universitário, Maycon Vieira Machado, se disse revoltado com o que fizeram com o estudante.

"Isso é um ato totalmente desumano. Não dá para entender esse ato.

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Agredir uma pessoa só por ter uma opção (sic) diferente? Isso não é motivo para matar ninguém", desabafou.

Ação da polícia

A Delegacia de Homicídios, que investiga o crime, está ouvindo testemunhas e afirmou que está apurando se o crime foi motivado por ódio de orientação sexual a partir dos e-mails e outras evidências.

De acordo com alunos, o e-mail citado pela polícia contém ameaças e foi direcionado por um grupo conservador de dentro da universidade. A reclamação era a respeito dos alunos bolsistas. O e-mail diz que eles são "baladeiros" e vivem de "drogas e promiscuidade".

"Vamos começar por um certo aluno que se diz minoria e oprimido por ser homossexual, que gosta de fumar maconha e outras coisitas mais (cocaína, chá de amanita)", diz uma parte da mensagem.

Os e-mails são assinados pelo destinatário "Juventude Revolucionária Liberal Brasileira". #Investigação Criminal