O governo de Hong Kong está preocupado com a vinda de seus atletas ao Brasil para participar dos Jogos Olímpicos, devido à falta de segurança no Rio de Janeiro e também por causa da epidemia de #Zika Vírus que atingiu o Brasil. A equipe de 65 membros da delegação, incluindo os 33 atletas já confirmados, tiveram uma preparação prévia ao embarque, onde ficaram durante uma hora recebendo recomendações e alertas de médicos e representantes do Comitê Olímpico local sobre os riscos à saúde e como se prevenirem contra a #Violência no Rio de Janeiro. 

Algumas orientações são a de não manter relações sexuais durante a viagem, dormir protegido por mosquiteiros e não deixar a Vila Olímpica.

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Os atletas chegaram a receber um documento detalhado sobre os números da zika no Brasil, incluindo as formas de contágio e as medidas para prevenção. Além de recomendações para o período que se encontrarem em solo brasileiro, as medidas preventivas devem ser estendidas ao retorno dos turistas e atletas ao país de origem, para evitar que o vírus seja importado e espalhado.

O Departamento de Saúde recomenda um período de abstinência sexual ou o uso de preservativo por 2 a 6 meses após o retorno. Para as pessoas que apresentarem diagnóstico positivo ou tiverem sintomas de zika esse tempo é maior.  

De acordo com o médico Raymond Ho, Hong Kong está seguindo as recomendações da OMS, Organização Mundial da Saúde, visto que a transmissão de zika por contato sexual tem sido cada vez mais divulgada.

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Uma recomendação da OMS é que mulheres grávidas não embarquem para o Brasil. Até o momento Hong Kong não tem nenhum registro de zika, só de dengue que teve 114 pessoas infectadas em 2015. Na China não tem o mosquito Aedes Aegypti, mas tem o Aedes Albopictus que igualmente tem a capacidade de transmitir o vírus.

Kit para as olimpíadas

A equipe hongkonguense trará em suas bagagens um "kit para os Jogos Olímpicos", que é composto por um repelente elétrico e outro para aplicar na pele, uniformes que cobrem os braços e as pernas, além de mosquiteiro para a hora de dormir. Outra prevenção foi feita através de vacinas. Todos da delegação tomaram uma lista de vacinas recomendadas, inclusive a de Hepatite A e febre amarela. 

Para o chefe da delegação, Kenneth Fok, é normal essa preocupação, que afeta tanto os pais, os atletas e a delegação, visto que zika tem sido um tema tão vigente. Ele afirmou também que sabe que o Brasil tem tomado as medidas necessárias, mas que eles querem fazer mais e o que podem fazer de melhor é fornecer os recursos necessários para os atletas competirem com segurança e tranquilidade. 

Isolamento

Esta é a 16ª olimpíada que a equipe de Hong Kong participa e a primeira vez que os atletas estão proibidos de deixar a Vila Olímpica.

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Para poder sair será necessária uma autorização especial. Além disso, foi pedido que os atletas não bebam ou comam nada fora da Vila Olímpica. 

Tanta preocupação é aceitável visto que Hong Kong, que possui 7,2 milhões de habitantes, é uma das cidades mais seguras do mundo, onde foram registrados apenas 22 homicídios em 2015. Outra coisa rara no país são furtos e roubos, por isso mesmo, para eles é inaceitável ver notícias de atletas sendo assaltados na cidade sede dos Jogos Olímpicos. #Rio2016