Os 2 sócios e donos da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, são réus e respondem por homicídio duplamente qualificado, juntamente com os músicos da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão. 

Os 4 foram responsabilizados pelo incêndio que aconteceu em janeiro de 2013, na Boate Kiss, badalada casa noturna localizada em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Na tragédia, 242 jovens morreram, a maioria com menos de 25 anos de idade.

Decisão do Ministério Público 

Segundo o Ministério Público, os donos da boate são responsáveis pelos acontecimentos, que culminou na grande tragédia que comoveu todo o país.

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Eles foram denunciados por:

  • Realizar reformas na boate com forros nas paredes e teto da casa de shows com espuma inflamável inadequada para aquele ambiente e sem o acompanhamento de um especialista;
  • Por terem contratado a banda Gurizada fandangueira que, em suas apresentações, utilizavam fogos de artifícios;
  • Permitirem a entrada de 1000 pessoas na casa noturna, quando a capacidade era de 691 (segundo relatórios dos bombeiros na época)
  •  E, principalmente, por não terem um plano de emergência ou condições de fugas.

Já os músicos, que eram frequentadores assíduos do local, mesmo sabendo da falta de condições para um show pirotécnico, segundo as denúncias do Ministério Público, tiveram uma participação fundamental:

  • Acenderam os fogos de artifícios, que imediatamente atingiram a espuma do teto, resultando no incêndio.

Formação do Juri

Já está confirmado que o júri, formado por 25 pessoas comuns, terá entre eles 7 representantes da comunidade de Santa Maria, porém a data ainda não foi definida e ainda cabe recurso. 

4 bombeiros também respondem por irregularidades na emissão do alvará de funcionamento da Boate Kiss.

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Ainda corre na #Justiça um processo contra dois bombeiros já condenados, o qual foi pedido o aumento de suas penas, além da condenação de outro membro do corpo de bombeiros, que anteriormente tinha sido absolvido.

O processo criminal completou 3 anos e meio e conta com 20 mil páginas, que foram sendo anexadas ao longo das investigações.

No dia do incêndio, 90% das vítimas morreu por asfixia mecânica, devido a falta de ventilação e inalação da fumaça tóxica.

Parentes dos jovens mortos e os sobreviventes deram entrada em uma ação civel coletiva indenizatória ajuizada pela Associação das Vítimas da Tragédia de Santa Maria e pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Foram pedidas cerca de 100 indenizações e, até o momento, não tiveram nenhuma resposta. Familiares reclamam da falta de assistência por parte dos acusados. Muitos ficaram com problemas sérios de saúde e precisam tomar medicamentos controlados diariamente.

Segundo o presidente da associação, Sérgio da Silva, a organização ajuda a encaminhar as vítimas e seus familiares para assistência médica e psicológica nas redes públicas de saúde e possuem convênio com uma rede de farmácias, que fornece medicamentos com baixo custo. #Crime #Morte