Na manhã dessa quinta-feira, 21, a Polícia Federal prendeu vários terroristas brasileiros que juraram apoio e lealdade ao Estado Islâmico. O grupo foi monitorado pela divisão antiterrorismo da PF através de redes sociais, como Facebook e Twitter.

O grupo, de cerca de 50 pessoas, incluindo um menor de idade, tentava adquirir armas para realizar ataques nas olimpíadas, que receberá dentro de alguns dias, delegações e chefes de Estado que são alvos do #Estado Islâmico, como França, Israel, Estados Unidos e Alemanha.

Esse mesmo grupo de brasileiros manifestou apoio ao Estado Islâmico através do Telegram, um aplicativo de troca de mensagens similar ao conhecido WhatsApp.

Publicidade
Publicidade

Após o atentado em Nice, na França, o grupo brasileiro também comemorou o resultado do ato criminoso: 84 mortos, dentre eles, crianças.

A Polícia Federal pôde descobrir, durante as investigações que, no Brasil, não existiam apenas os ‘lobos ou ratos solitários’, nome dado aos combatentes e seguidores da sharia que são nativos de um país onde pode realizar ataques, mas identificou uma célula criminosa que estava se formando no país.

Características dos terroristas brasileiros

As caraterísticas dos presos e investigados são as mesmas de combatentes do ISIS em outros países: recém convertidos ao islã, mas que não suportaram uma pregação pacifista manifestada nas mesquitas que se encontram no país e decidiram mergulhar na internet em busca de radicalismo.

Tal ato pôde ser encontrado com o Estado Islâmico, que usa a internet, sobretudo as redes sociais, para recrutar novos membros para o grupo.

Publicidade

Segundo a polícia, esse grupo nacional não conhecia os terroristas pessoalmente, apenas um havia jurado lealdade aos jihadistas.

Além destes, há cerca de um mês, foi divulgado que a Abin e a PF estavam monitorando cerca de 30 brasileiros ligados ao terrorismo, bem como um catarinense foi indiciado por ter voltado de um território dominado pelo EI e começado a fazer treinamentos terroristas durante as madrugadas. Esse homem foi indiciado por três crimes, dentre eles o da lei de segurança nacional e foi obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica até o termino das competições olímpicas e paraolímpicas. Ele nega envolvimento com o #Terrorismo. #Rio2016