O caso que abalou o Brasil no final do mês de maio do corrente ano tem uma nova roupagem, ao menos é o que defende o Ministério Público. O promotor Francisco Santiago expôs denúncia contra o cunhado de Ana Hickmann, que, até então, estava sendo visto por todos como o herói que salvou a vida da apresentadora da Record e a de sua esposa, Giovana Oliveira, que naquele dia 21 estavam de costas sob a mira de uma arma de fogo, juntamente com Gustavo.

A questão é que, de acordo com o MP, Gustavo Henrique Bello Correa, 35 anos, possivelmente efetuou três disparos contra Rodrigo Augusto de Pádua, (fã da apresentadora), de modo estranho, até então.

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O promotor Marino Cotta defende que ainda não sabe efetivamente o que aconteceu dentro do quarto, além dos três tiros dado pelo cunhado de Ana, já que, segundo ele, há provas apenas da chegada do fã da apresentadora, de gravações onde ele aparece fazendo as três pessoas de reféns e outras situações. No entanto, ainda segundo o Ministério Público, não há provas suficientes que expliquem que a morte de Rodrigo aconteceu por legítima defesa.

Francisco de Assis Santiago, do 2º Tribunal do Júri, contrariou uma decisão da Polícia Civil que queria arquivar o caso e acatou denúncia do Ministério Público. A informação é dada pelo Portal “Estado de Minas”, que revela que há no inquérito a informação clara que Gustavo passou a ser tratado como réu nesse caso e, se condenado pelo Artigo 121 do Código Penal, pode pegar até 30 anos de reclusão por homicídio.

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“Nesse caso, há provas apenas das situações anteriores ao momento dos disparos que resultaram na morte da vítima. – conta o coordenador das Promotorias de Execução Penal da cidade de Belo Horizonte, Marino Cotta, promotor de #Justiça – que inicialmente era o agressor. Há comprovação da ida de Rodrigo ao hotel, depoimento de testemunhas sobre a dinâmica, comprovação de que houve intenção de matar (...)”, explica o promotor, que ainda seguiu dando exemplos de provas, no entanto, encerrou a sua fala afirmando que ainda não há provas cabais de que a morte de Rodrigo tenha acontecido em legítima defesa por Gustavo.

Segundo a explicação do promotor, a perícia confirmou a existência de três tiros enquanto os dois estavam trancados no quarto, mas ainda não conseguiu reunir provas suficientes de que foram efetuados em legítima defesa. #Casos de polícia #Rede Record