Na tarde da sexta-feira (29), o Ministério da Saúde resolveu promover uma campanha de conscientização para combater e prevenir jovens contra a AIDS. Foram feitos vários tweets no perfil oficial do órgão público com o objetivo de alcançar exatamente o público-alvo para quem as informações seriam pertinentes, já que a rede social agrega grande parte das pessoas da faixa etária que deveria ser atingida.

  A ideia foi posta em prática. Até aí tudo bem, porém, na execução das mensagens de até 140 caracteres, (principal característica da rede social) o jeito com o qual o Ministério resolveu se comunicar acabou ‘não pegando’ muito bem.

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O nome da campanha não estava adequado em relação ao conteúdo da ação.

 A campanha ganhou o nome de #CloseCerto, que é uma gíria usada na internet de maneira a apontar alguma atitude tomada de maneira correta. Nesse caso, funciona sempre como um elogio. O grande problema foi a figura de linguagem ter sido usada em frases como “Nos últimos 10 anos, a epidemia de Aids tem avançado no público jovem. #CloseCerto #MS”. O tweet em que a frase foi publicada pode ser visto nesse link. Além disso, outras construções ficaram completamente sem nexo e com o “close certo” descontextualizado; como podemos ver em "“O #CloseCerto é uma forma alternativa de trabalhar com as pop + vulneráveis, como jovens gays e homens q fazem sexo com homens”, Adele #MS", também disponível no link.

Problemas semânticos à parte, a questão mais profunda que gerou discórdia sobre o #CloseCerto, principalmente para integrantes da população LGBT, foi o fato de a campanha ser voltada para esse público, sendo que os estudos apontam que, na verdade, o maior índice de contaminação pelo vírus do #HIV se dá justamente em homens que praticam relações sexuais heterossexuais.

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 A campanha, além de virar alvo de escárnio de vários usuários da rede social, foi tachada de preconceituosa, além ter sido totalmente descreditada pela falta de veracidade em seus dados. Esse foi o close errado do Ministério da #Saúde. #Preconceito