Em junho o governo uruguaio alertou o governo brasileiro de que um terrorista, ex-detento de Guantánamo, havia entrado ilegalmente no Brasil. A notícia foi dada em primeira mão pelo site Blasting News. Algumas semanas depois, a Polícia Federal emitiu um alerta sobre a presença do terrorista sírio no País. O alerta vazou depois que a companhia aérea Avianca lançou um comunicado interno pedindo aos seus funcionários que, caso vejam o homem da foto, identificado como Jihad Deyab, avisem imediatamente as autoridades aeroportuárias. Até o momento Jihad Deyab continua desaparecido. Após o alerta emitido pelas autoridades brasileiras, um jornal argentino chegou a divulgar, no dia 7 de julho, que o terrorista tinha sido visto na Venezuela, mas a informação não foi confirmada por nenhum governo. 

Documentos emitidos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelam o "currículo" de Jihad Deyab.

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De acordo com o governo americano, Deyab serviu ao exército sírio na década de 1990. Nos anos 2000 entrou ilegalmente no Afeganistão para se juntar à Al Qaeda. O Departamento de Defesa afirma que Deyab lutou em prol de Osama Bin Laden no Afeganistão e recebeu treinamento da Al Qaeda. A ficha de Jihad Deyab no Departamento de Defesa diz ainda que ele foi condenado à morte na Síria, possivelmente por participação em atividades terroristas. Além da Al Qaeda, Jihad Deyab prestava serviço para outros quatro grupos terroristas afiliados à Al Qaeda no norte da África. Na ocasião de sua prisão, o sírio foi classificado como "de alto risco". 

O suposto terrorista foi preso em 2002 no Afeganistão, em uma casa que divida com outras pessoas. No momento de sua apreensão foram encontradas com ele cerca de 30 fotos, que as autoridades americanas suspeitam de que seriam usadas em passaportes falsos.

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Ele foi encaminhado para Guantánamo para ser interrogado. O governo dos EUA acreditava que Jihad Deyab detinha informações sobre esconderijos da Al Qaeda no Afeganistão, bem como suas atividades e até mesmo dados sobre a ligação do grupo terrorista com o Irã. O relatório sobre o sírio complementa que, durante os interrogatórios, ele mentiu e se recusou a responder algumas perguntas. 

O terrorista permaneceu preso até 2014, quando foi solto e exilado no Uruguai. Jihad Deyab, entretanto, sempre reclamou do país que o recebeu e tentou por três vezes entrar no Brasil, de forma legal, mas foi barrado pela Polícia Federal. Agora, de acordo com o governo uruguaio, teve sucesso, entrando no país sem passar pelos controles de imigração e às vésperas das olimpíadas do Rio de Janeiro.  #Terrorismo