A #Petrobras decidiu reinventar a forma de procurar parcerias financeiras junto à  BR Distribuidora, e agora começou a aceitar o mando em conjunto de sua afiliada de combustíveis, em um esquema que pode ser finalizado no começo de 2017. O conselho administrativo da empresa sancionou essa decisão na última sexta (22), pouco mais de um mês depois de Pedro Parente ter ficado à frente da corporação.  

Segundo os parâmetros da BR, a mesma terá sócios com diferentes níveis e áreas na empresa para tomar decisões relacionadas à estatal, mas a Petrobras ainda permanecerá como majoritária no capital total, com 49% das ações de votos acionais.

Publicidade
Publicidade

"Até o fim do ano, a gente espera receber as ofertas vinculantes com relação a esse modelo de venda... (um possível fechamento) ficaria para o início do ano que vem", concluiu Anelise Quintão Lara nesta sexta-feira, em entrevista. 

O novo jeito de vender da BR Distribuidora, que agora é nomeada de Petrobras Distribuidora, aconteceu quando ocorreu pouco interesse no primeiro padrão ofertado, no qual a Petrobras permaneceria no controle absoluto, conta Anelise.  A executiva esclareceu que das 3 ofertas receptadas pela Petrobras, 2 visavam o comando em conjunto, mesmo sendo isso que ela não queria no começo.

O objetivo principal da Petrobras, com esse novo padrão de trabalho, é aumentar a proliferação dos negócios e satisfazer as metas para continuar com as atividades de combustíveis fósseis. Além da demora no esquema de venda de sua filial, a Petrobras continuará seu objetivo de descapitalizar a empresa pouco mais de 14 bilhões até o final de 2016.

Publicidade

A Petrobras informou ainda que a empresa receberá fundos de aproximadamente 464 milhões de dólares quando conseguir vender sua filial Petrobras Chile para a Southern Cross Group, prevendo que o negócio seja concluído em 3 a 4 meses.

Refinarias se manterão e haverá mais contratações e investimentos

O comitê administrativo da empresa, adicionalmente, aprovou a revisão do esquema do Complexo Petroquímico do Rio (Camperj) e da refinaria Rnest, que fica alocada no estado de Pernambuco.

No encontro, o conselho ordenou a interrupção de projetos relativos a outro complexo de refino da Comperj e permitiu a continuação das instalações dos complexos de gás natural e em outros setores até o ano de 2020, claro que sempre visando mais parcerias para a empresa para manter o capital.

No que diz respeito à Rnest, foi liberado que a empresa continue com as admissões para finalizar as operações do trem 1. O trem 2 da Rnest ainda não teve um parecer de sua continuidade, mas terá um conclusão sobre isso em outubro. #Crise econômica #Empregos