Um aparente episódio de cristofobia aconteceu neste sábado (2), em um voo da Avianca entre as cidades do Rio de Janeiro e Brasília. Um dos passageiros do avião, o cantor MC Livinho, usou o microfone da tripulação para pedir que os demais passageiros se juntassem a ele em uma oração. Algumas pessoas não gostaram da atitude do rapaz  e reclamaram com a equipe de comissários e aeromoças. Quando o avião pousou, o comandante do voo solicitou a presença da #Polícia Federal para prender o músico. A companhia aérea informou que acionou as forças de segurança  "para garantir a segurança operacional e dos passageiros, seguindo a praxe do setor para esses casos".

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A Avianca, entretanto, não esclareceu de que forma a oração do músico - um "pai nosso" - afetou a segurança de seus clientes ou da aeronave.

Piada de mau gosto

De acordo com o G1, alguns passageiros consideraram que MC Livinho estava fazendo uma piada ou uma provocação ao pedir a oração assim que o comandante anunciou o início do procedimento de descida da aeronave. Para algumas pessoas, ao fazer a prece o MC estava insinuando que todos iriam morrer. Além disso o cantor não recebeu autorização da companhia aérea para utilizar o sistema de som que é exclusivo da tripulação do avião.

Como se não bastasse a confusão com a Polícia Federal, enquanto estava sendo escoltado para fora da aeronave o músico foi agredido com um soco por outro passageiro. A agressão causou um enorme tumulto.

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A equipe do músico tentou partir pra cima do agressor, mas foi contida pelos policiais. 

A Polícia Federal informou que MC Livinho foi levado até a superintendência do órgão, onde foi feito um termo circunstanciado, e liberado em seguida. 

Cristofobia pode virar crime

No mês passado a Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo aprovou um projeto de lei que pune a "cristofobia". O objetivo declarado do projeto é o de proteger os cristãos de agressões. A iniciativa, entretanto, foi criticada por juristas e grupos de direitos humanos, já que não há, no Brasil, nenhum registro de cristão que tenha sido agredido por conta de sua #Religião. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vetou o projeto de lei, afirmando que "a proposta não contribui para o avanço do diálogo mais fraterno entre cristãos, população LGBT e demais religiões, do mesmo modo que não prestigia a primazia dos direitos humanos consagrada na Constituição Federal de 1988".