O deputado federal #Eduardo Cunha, eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro, voltou nesta terça-feira, 12, para a Câmara dos deputados, mas já sem ser o presidente da casa. Após renunciar a posição, ele tentou se defender na CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) da instituição. O político ainda fez ameaças com o tom de que sabia demais e que uma possível delação dele poderia derrubar meio Congresso.  "Há investigados nesta sala."Hoje sou eu. É o efeito Orloff. Vocês, amanhã", analisou o deputado que tem a própria esposa, a jornalista Cláudia Cruz, alvo da investigação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro. 

A frase dita por cunha é daquelas feitas.

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Na década de 1980 estampou a campanha de uma famosa marca de Vodca. Cunha chegou na Câmara humilhado. Um homem ao ver que ele chegava com vários seguranças começou a gritar e xingar o parlamentar, que no passado foi tido como o homem mais forte do Congresso Nacional. "Bandido, Cunha tem que ir para a cadeia", dizia o homem revoltado. Ele não conseguiu chegar perto do peemedebista por conta dos seguranças, que acompanharam o marido de Cláudia Cruz até a sala da CCJ.

Cunha durante a reunião reclamou do que ele chama de perseguição. Ele garante que começaram a correr atrás de supostas irregularidades envolvendo o seu nome, após ele ter aceito analisar o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Para ele, todas as operações e investigações são pelo seu excelente trabalho na Câmara.

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Mesmo com muitos aliados, que usam de todas as manobras possíveis para mantê-lo no poder, Cunha está em uma situação tão complicada quanto a de Dilma. Quase ninguém acredita que ele tenha capacidade de segurar o mandato.

Na semana passada, o político carioca convocou uma coletiva ao vivo. Nela, ele começou a chorar e disse que estão perseguindo sua família. No momento em que as lágrimas do político corriam, ele se referia à mulher e a esposa. Há quem acredite que Cunha delate tudo e todos para proteger ambas. Será mesmo? É esperar para ver! #Governo