Uma delação capaz de derrubar o próprio Congresso Nacional. É isso o que a equipe do ex-presidente da Câmara dos deputados, #Eduardo Cunha, eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro, estaria a estudar. Isso porque existiria até mesmo uma resistência do Ministério Público Federal (MPF) em querer ouvir o peemedebista. No entanto, um possível acordo envolveria a prisão dele, mas por menos tempo. De acordo com informações da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, em reportagem publicada nesta segunda-feira, 11, o tal acordo envolveria uma clemência para as mulheres da vida de Cunha, uma filha e a própria esposa, a ex-jornalista da Rede Globo de Televisão, Claudia Cruz. 

Essa hipótese ganhou força nessa semana, quando advogados de Cláudia Cruz entregaram nessa semana a defesa dela no caso em que é acusada de manter uma conta no exterior para receber recursos irregulares.

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Cláudia é acusada de evasão de dividas e também de lavagem de dinheiro. E tudo o que vem de Eduardo Cunha não surpreende a mais ninguém. Isso porque ele passou as últimas semanas fazendo um discurso parecido com o da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), dizendo que jamais renunciaria.

Não deu, nessa semana ele convocou a imprensa para um comunicado extraordinário. A jornalistas em uma transmissão ao vivo, ele informou que estava a deixar o cargo para ajudar a Câmara dos deputados a realizar seu trabalho. Ele ainda acusou a pressão em cima do fato dele ter ajudado o impeachment a andar para pessoas pedirem sua cabeça. 

Discurso sem sentido

Mesmo muito fraco, pelo menos quando comparado ao passado, Eduardo ainda continua a reunir muitos dos seus aliados. Ele oficialmente, assim como fez com a renúncia, nega que fará qualquer delação, argumentando que não tem nada a falar para ninguém.

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Muita gente duvida disso, afinal, ele tinha ligações com todos os membros da oposição e da posição do #Governo de Dilma. A própria presidente afastada teve encontros misteriosos diversas vezes com o peemedebista.