Uma nova denúncia envolve o Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com uma reportagem publicada neste sábado, 02, pelo site 'Diário do Poder', o ex-diretor de uma das maiores empreiteiras do país, a Andrade Gutierrez, decidiu falar como seria o esquema de propina que envolveria o partido que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente afastada Dilma Rousseff. Em depoimento dado durante uma delação, Otávio Marques Azevedo, disse que metade de tudo o que doou para o #PT seria de dinheiro sujo, pura propina. 

A corrupção envolvendo a empreiteira e o partido teria durado entre os anos de 2009 e 2014. O delator relata ainda que entre 40 e 50% do dinheiro de propina teria saído dos cofres públicos, através de polêmicos contratos com o próprio #Governo federal durante as gestões de Lula e Dilma.

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A principal quantia saiu justamente da Petrobrás, estatal investigada na Lava Jato, mas incluiria, segundo o ex-diretor da Andrade Gutierrez, obras em Belo Monte e até estádios para a Copa do Mundo, em 2014. 

Ele disse aos investigadores que pelo menos R$ 40 milhões de doações enviadas para a legenda saíram de propina. A revelação foi dita em um acordo com a Procuradoria-Geral da República. O empresário visa contar tudo o que sabe para conseguir redução de pena. No entanto, para isso, ele precisa provar tudo o que diz. O ex-diretor da empreiteira diz que as propinas podem ter chegado a valores maiores do que o número dito como médio aos procuradores, batendo R$ 48 milhões.

Em 2014, por exemplo, a Andrade Gutierrez foi a segunda maior empresa que doou dinheiro para a campanha de reeleição da presidente Dilma.

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O grupo fez repasses para vários partidos, além do PT. O total gasto nas campanhas foi de R$ 93,6 milhões. A briga eleitoral de Dilma, no entanto, foi a que recebeu a maior quantia da empreiteira investigada na Lava Jato, R$ 39,3 milhões.

Por conta do envolvimento com corrupção, a empresa topou pagar R$ 1 bilhão de multa. Dessa forma, ela deve poder em breve participar de novos contratos.