Mais nomes do Partido dos Trabalhadores (PT) estão envolvidos em possíveis crimes, como mostra uma reportagem publicada nesta segunda-feira, 11, pelo site da Revista Veja. A prisão do ex-vereador da legenda, Alexandre Romano, acabou ajudando os investigadores da Lava-Jato a encontrarem diversos outros nomes e ficou evidenciado como a corrução estava disseminada na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. Romano trabalhava como um lobista e tinha a ajuda do #Governo federal para ter facilidades na burocracia do estado. Em troca, ele dava um bom dinheirinho para quem o ajudasse. 

Romano ganhava seu dinheiro dos empresários e os políticos ficavam com uma parte dessa propina.

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Com isso, muitos contratos fajutos foram feitos. Uma das pessoas que teria recebido dinheiro ilegal, de acordo com a Veja, foi o deputado federal José Guimarães. De acordo com a revista, as provas contra ele já aparecem nas investigações da Polícia Federal. Guimarães era uma espécie de braço direito da hoje presidente afastada, atuando como líder do governo no parlamento. Foi ele, por exemplo, que tentou ajudar a petista no processo de impeachment. 

As revelações contra o deputado foram feitas justamente por Romano, com quem ele teria mantido esse acordo ilegal de apadrinhamento político. O ex-vereador guardou documentos, como notas fiscais, cópias de cheques e até contratos que provariam que Guimarães é corrupto. De acordo com o delator, o petista teria usado seu poder na política para conseguir um empréstimo milionário bom o 'Banco do Nordeste'.

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Para isso, o deputado teria recebido R$ 95 mil, parcelados em dois cheques. 

De acordo com a reportagem, o político preferiu não pegar o dinheiro, mas sim pagar seus advogados. O escritório que o defende confirmou a Veja que recebeu o dinheiro, mas sem saber de sua origem. Disse também que já comunicou tudo o que foi necessário à Justiça. O mesmo político já teve no passado recente um assessor preso com dólares na cueca. 

A nova revelação pode custar até o mandato do político. O caso é chamado em tomo de brincadeira no meio como o novo 'Batom na Cueca'. #Investigação Criminal