O delegado Eduardo Mauat publicou um vídeo nas redes sociais em que explica porque foi retirado da principal investigação em vigor no país, a Lava-Jato. De acordo com o blog político 'O Antagonista', as imagens foram feitas para o 'Movimento Nas Ruas', que apoia a Polícia Federal a apurar os mais diversos políticos, como o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. O Policial no vídeo acaba contradizendo a versão oficial da Polícia Federal. A instituição, por meio de nota, revelou que a troca de seus agentes faziam parte do cronograma da operação e tinham como objetivo dar vigor as investigações. Durante uma coletiva, policiais chegaram a dar a entender que os afastados queriam sair da #Lava Jato para ter mais tempo para a família, alegando que a operação já dura mais de dois anos. 

De acordo com Eduardo Mauat, no entanto, ele não pediu para deixar agora a operação.

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Ele explica que o seu afastamento foi uma determinação da diretoria-geral da Polícia Federal. Segundo o delegado, o seu planejamento era continuar pelo menos até agosto à frente da investigação conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, que tem forte atuação na #Justiça de Curitiba, no Paraná.

Eduardo Mauat explica que o objetivo de ficar até agosto na Lava Jato era para suprir todas as demandas de que ele era responsável, não provocando assim qualquer prejuízo na Operação que vai atrás do dinheiro e dos corruptores que quase quebraram a maior estatal brasileira, a Petrobrás. "Então, enquanto o Dr. Leandro (Daiello) for diretor-geral, eu não vou retornar à operação Lava Jato", diz ele no vídeo, insinuando que é Leandro Daiello que não quer que ele continue a trabalhar por mais um mês. 

As revelações dos segredos das revelações não param por aí.

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O delegado acusa a Operação de estar nas mãos de poucos burocratas, quando, na verdade, deveria pertencer a toda sociedade brasileira.  Para o profissional, o povo é quem tem "toda a legitimidade para fazer qualquer questionamento em relação ao ingresso de pessoas e a retirada de pessoas da equipe de investigação".