A crise que atinge o país faz muitas pessoas tomarem medidas desesperadas. O #Desemprego rapidamente faz com que cidadãos não tenham mais condições de cumprirem suas obrigações. É o caso de Adalcino Alves Nunes e sua família. Eles foram personagens de uma matéria publicada nesta terça-feira, 19, pelo G1. Sem ter onde viver, eles apelaram e construíram um pequeno barro em meio à mata, no município de Pederneiras, em São Paulo.

Adalcino veio de Minas Gerais para tentar a sorte em São Paulo. O sonho da vida melhor não durou muito. Ele até então trabalhava como manobrista. Tinha até carteira assinada, mas as coisas pioraram e aí começaram os problemas.

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O homem ainda está recebendo o seguro desemprego, mas gastava R$ 350 só de aluguel para morar na cidade. O dinheiro faria falta à sua família. Foi então que ele tomou a medida vista como desesperadora. Decidiu ir com a família para a mata. 

Antes disso, o homem ainda tentou conseguir serviço, bico, mas ninguém estava disposto a gastar contratando serviços. Adalcino disse que pagou três meses de aluguel assim e que nada apareceu. Temendo que o dinheiro acabasse de vez, ele foi para o meio de um matagal. O barraco no local tem um único cômodo. Ele tem pedaços de um guarda roupa e o chão é de terra. Dentro da casa, apenas as camas. O temo não tem forro. Basta chover para tudo ficar molhado. A cozinha fica do lado de fora e tudo é feito à lenha, assim como nossos antepassados, os índios, faziam e fazem. 

A mulher do ex-manobrista disse que as vezes acordava e não tinha nem dinheiro para comprar o pão.

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Chegou a faltar itens básicos na casa dela, cujo nome é Georgia. À reportagem do G1, Georgia disse que não tinha café ou açúcar. Sensibilizados, os moradores da região fazem uma campanha na internet para tentar ajudar a família deste homem desesperado. Ao todo são sete pessoas que ali vivem. Elas esperam como poucos a melhora do país. 

Em uma escala não tão grande, esse tipo de fato também acontece com outras famílias, que precisaram abrir mão de muitos itens.  #Crise