O presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, poderia contar com um dinheiro "extra" para o seu governo por conta dos gastos de empresas privadas durante os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, que começam no mês que vem. No entanto, em 2013, sua antecessora, a presidente afastada #Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT) sancionou uma lei que permite que diversas empresas, como a TV Globo, fiquem isentas durante a Rio-2016. Entre as 780 entidades beneficiadas, segundo uma matéria publicada nesta quarta-feira, 20, pelo UOL, estão marcas como a Coca-Cola, Nike, Bradesco e a polêmica Odebrecht, que é investigada na Lava Jato em um esquema de corrupção que aconteceu justamente durante o governo de Dilma.

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A estranha isenção fiscal ajudou ainda o presidente do Comitê Organizador do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, também teria sido beneficiado, já que pessoas ligadas a ele também se deram bem com a isenção. A Receita Federal confirmou ao UOL que haverá sim o benefício e que as marcas citadas vão ser apenas algumas das que não pagarão impostos. No entanto, não disse o quanto isso geraria um rombo nas contas da Receita ou o quanto seria possível não arrecadar por conta da medida. 

Polêmica lei não ajuda o Brasil de crise

A Lei sancionada por Dilma em 2013 foi a 12.780. Além dela, o Congresso também concedeu polêmica isenção fiscal ao Comitê Olímpico internacional. Isso acaba revertendo-se também para as empresas que patrocinam o evento. De acordo com a reportagem do UOL, para que a Olimpíada seja realizada em um país, esse país precisa isentar o Comitê de pagar impostos.

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Isso sempre causou muita polêmica em todo o mundo, o que faz muitas cidades quererem passar bem longe do evento, afinal, além de não poderem lucrar com os jogos, elas gastam bilhões para organizá-los. 

Só do Comitê olímpico, o dinheiro economizado pela entidade chega a quase quatro bilhões de reais. Esse valor deve aumentar com as outras empresas patrocinadores e com os juros, já que o valor remete ao ano de 2013.  #Michel Temer