Ontem, dia 7, o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB) renunciou a cadeira da presidência após um longo e conturbado processo que o acusa de diversos crimes, como corrupção. A presidente afastada Dilma Rouseff (PT) falou publicamente durante o ato de Mulheres em Defesa da Democracia, em São Paulo, que o deputado federal chorou "lágrimas de crocodilo" ao falar sobre a saída de seu cargo. Apesar de ter perdido a presidência, Cunha continuará com o cargo de deputado e gozará de diversas "regalias" constitucionais que o cargo público eletivo proporciona, como imunidade parlamentar sobre atos e palavras no exercício de sua função.

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Dilma esteve no encontro para falar sobre feminismo e a atuação de seu governo em prol dos direitos das mulheres. Em meio às discussões, ela comentou um pouco sobre os acontecimentos dos últimos dias e entrou no assunto "renúncia de Cunha". Durante o discurso do parlamentar ontem, ele falou que sua família, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e sua filha estão sendo atacadas de todas as formas por seus "inimigos", a fim atingi-lo. Neste momento, a voz do parlamentar ficou embargada e ele quase derrubou uma lágrima de emoção.

Cunha é alvo de investigações da Operação Lava Jato e, de acordo com o processo, foram encontradas contas na Suíça no nome de sua mulher, que podem ter ligação com seu nome. Ele afirmou no local que esse é um movimento para culpá-lo por crimes que ele não cometeu e que tem plena ciência de sua inocência.

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Hoje, Dilma alertou que o ex-presidente da Câmara dos Deputados cometeu um "ato de vingança contra quem não aceitou chantagem política", referindo-se ao processo de impeachment aceito por Eduardo Cunha, que visa tirar o seu mandato como presidente e deixá-la inelegível por alguns anos. Dilma também é partidária da tese do "golpe", que, segundo ela, foi uma manobra orquestrada pela oposição derrotada nas urnas a fim de tirá-la do Poder e formar um novo Governo.

Eduardo Cunha foi afastado no mês de maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, desde então, nega que cometeu quaisquer irregularidades. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil