Segundo informações do blogueiro paranaense Esmael Morais, a presidenta Dilma Rousseff deverá divulgar uma nova versão da "Carta aos brasileiros", no próximo dia 8 de agosto, com os compromissos que assume caso retorne ao poder. A data escolhida foi essa por ser a véspera da votação do parecer de pronúncia, onde os senadores dirão se querem encerrar o processo ou que a cassação vá a Plenário. Segundo Morais, a informação foi confirmada pela senadora Gleisi Hoffman (#PT-PR).

Entre os compromissos que deve conter a carta, possivelmente estejam dois: o empenho para a realização de um plebiscito para que o povo decida se quer novas eleições e uma mudança nos rumos da política econômica, que some desenvolvimento e inclusão.

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Foram as exigências feitas por um grupo de senadores ditos "desenvolvimentistas", grupo encabeçado pelo senador paranaense Roberto Requião (PMDB-PR). Apesar de correligionário de partido de Temer, Requião defende novas eleições e não a manutenção do atual #Governo.

Em entrevistas dadas recentemente, Dilma já afirmou que não há contorno da crise que não passe pela sua volta. A Luís Nassif, em entrevista especial para a TV Brasil, disse que o pacto democrático havia sido quebrado e que era preciso devolver o poder ao povo. A afirmação foi dada em tom de concórdia com a solicitação dos senadores para que ela aceite o plebiscito para as novas eleições. A ideia, entretanto, não conta com apoio de parte do partido de Dilma.

Recentemente, o Ministério Público afirmou que as "pedaladas" não são crimes, o que pode fortalecer a tese da defesa, já que este é um dos argumentos da acusação.

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Se Dilma voltar...

Segundo André Augusto Salvador, presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD), se Dilma voltar ela poderá anular os atos do presidente interino Michel Temer. Ou seja, em eventual volta, a Constituição garante à mandatária a revogação dos atos que considerar necessários. Desde que iniciou o governo interino, a primeira medida foi a revisão da estrutura ministerial, com exclusões e junções de pastas.

Caso o governo interino se efetive, outras reformas deverão ser pautadas em breve, entre elas, a previdenciária e a trabalhista. No tom que é dado pelos membros da equipe de Temer, as medidas tomadas, neste cenário, serão de caráter economicamente ortodoxo, ou seja, de seguimento aos princípios capitalistas em detrimento do bem-estar do povo. #Dilma Rousseff