"Não sei", "Não autorizei", "não era do meu conhecimento" - expressões como essa ficaram imortalizadas na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT). Após o ex-marqueteiro de sua legenda dizer à Polícia Federal que a campanha eleitoral da petista foi bancada com dinheiro de caixa dois de grandes empresas, ela usou uma rede social para fazer uma nova negativa e dizer que é inocente. "Não autorizei pagamento de caixa 2 a ninguém. Se houver pagamento, não foi sobre o meu conhecimento", disse a primeira mulher eleita no país. 

No entanto, muito cansados, brasileiros decidiram descontar em Dilma toda a ira que sentem dela.

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Ela rapidamente foi respondida por milhares de internautas. “Não era gestora? O que estava fazendo no governo?”, disse um seguidor do perfil de Dilma no Twitter. No microblog de 140 caracteres, uma mulher lembrou que a presidente também disse que não sabia nada sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Estados Unidos, pela Petrobrás, mesmo sendo do conselho administrativo. A compra gerou um grande prejuízo a estatal brasileira. 

A presidente Dilma disse que também não sabia nada sobre o uso de campanhas, que não foi ela que assinou as pedaladas fiscais ou que os decretos vistos como crime de responsabilidade fiscal não seriam realmente um crime, mas sim uma tentativa da oposição de chegar ao poder através de um "golpe parlamentar". A companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece não colocar nunca a culpa nela mesma.

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Isso virou um problema na sua gestão, que diga-se de passagem teve muita dificuldade em discutir com políticos durante a crise. 

Dilma disse recentemente durante um pronunciamento que o processo de impeachment é a luta mais difícil de sua vida, comparando o andamento do procedimento que pode levar à sua deposição com o câncer que teve no passado e com a tortura que recebeu durante o regime militar. As declarações não caíram bem, especialmente porque muitas pessoas sofrem de câncer no país.  #Dilma Rousseff