Carlos Roberto Cortegoso ficou conhecido na imprensa nacional como o 'Garçom de Lula'. Empresário, dono da Focal Confecção e Comunicação Visual, ele foi o segundo maior fornecedor da campanha da presidente afastada Dilma Rousseff pela reeleição, em 2014. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 1º, por uma ampla reportagem assinada pelo jornalista Fausto Macedo, do jornal 'O Estado de São Paulo'. O 'Garçom de Lula' teria recebido até 69 vezes mais dinheiro do que declarou à Receita Federal. Ele é investigado na Operação 'Custo Brasil', criada após uma das etapas da Lava Jato. 

O empresário teria recebido e escondido pelo menos R$ 309 mil em propina que saiu do Ministério do Planejamento durante a gestão de Paulo Bernardo.

Publicidade
Publicidade

O ex-Ministro do governo Dilma foi preso, mas logo depois solto pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Pelo princípio da isonomia, a Justiça de São Paulo decidiu soltar os outros envolvidos e acusados na operação. Eles vão precisar se apresentar à justiça a cada quinze dias. 

O 'Garçom de Lula' trabalha na região onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou-se no cenário político. A variação patrimonial de Carlos chamou a atenção dos investigadores, que chegaram à conclusão de que ele escondeu propina após quebrarem o sigilo bancário do empresário. A quebra  do sigilo foi autorizada pela justiça federal. Um documento encontrado mostra que durante os anos de 2010 a 2014, o empresário movimentou muito mais dinheiro do que declarou. A operação teve o apoio da Receita Federal, que deixou de receber os valores relativos aos impostos do período.

Publicidade

O 'Garçom de Lula' trabalha nas campanhas do partido do ex-presidente desde a década de 90. Nesse tempo, ele forneceu camisas, cartazes e outros produtos para as campanhas. Mas não foi só para a disputa à presidência que a empresa do investigado prestou serviços, como também para a briga eleitoral protagonizada pela Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores do Paraná. Só dela, ele teria recebido R$ 158 mil.  #Crime