Nesta segunda-feira, 04, iniciou-se mais uma etapa da Operação Lava Jato, intitulada como 'Abismo'. De acordo com a revista Veja, em matéria publicada nesta segunda-feira, 04, o dinheiro de propina envolvendo um ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) bancou membros da maior festa popular do Brasil, o Carnaval. O tesoureiro em questão é Paulo Ferreira. Ele é apenas um dos membros da legenda que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rosuseff que foram parar na cadeia.

Segundo a Veja, o dinheiro sujo beneficiou uma madrinha de bateria, o cantor de uma escola de samba de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e até os filhos do ex-tesoureiro.

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Ao todo, segundo a Polícia Federal, o esquema teria movimentado R$ 39 milhões. A escola de samba em questão é a 'Estado Maior da Restinga' e teria saído do Centro de pesquisas envolvendo a maior estatal brasileira, a Petrobrás. 

Informações dadas pelo delator Alexandre Romano, que foi vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), disse que uma das pessoas que recebeu a propina foi Viviane da Silva Rodrigues, madrinha de bateria da Escola de samba de Porto Alegre. Romano teria mostrado documentos que provam que Viviane realmente recebeu o dinheiro. Só ela teria ficado com quase R$ 62 mil. A escola de samba teria recebido outros R$ 45 mil. 

Quem também teria recebido propina foi o cantor Sandro Ferraz, intérprete da escola, assim como outros nomes dados na reportagem da Veja. Os dados teriam sido dados à reportagem pelo Ministério Público.

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O delator que contou tudo isso já havia passado dados sobre o ex-Ministro do Planejamento do governo da presidente Dilma Rousseff, Paulo Bernardo. Por conta das informações passadas por ele, Paulo, que é marido da Senadora Gleisi Hoffmann (PT - PR), chegou a ser preso. Ele foi solto depois de uma decisão do Ministro Dias Toffoli, que está à frente do Supremo Tribunal Federal (STF).

A soltura do ex-Ministro gerou críticas na internet por conta do fato de Toffoli ter sido advogado das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, recebendo seus ordenados pelo próprio PT.  #Crime #Investigação Criminal