Na Zona Norte de São Paulo, uma mãe de uma criança com síndrome de Down redigiu e publicou um desabafo no Facebook. A divulgação ocorreu após o filho dela sofrer preconceito no próprio condomínio onde a família mora. Inicialmente o comunicado foi destinada aos vizinhos, sendo intitulado como "Comunicado de uma mãe".

A mãe de Fernando, de 6 anos, chamada Rita Iglesias de Souza Marques, de 47, informa que o filho foi chamado por outras crianças do prédio, que também brincavam no parquinho, de "maluco", "retardado" e "doido" e o pior foi que a mãe dessas crianças não fizeram nada para corrigir a atitude de seus filhos.

Para que a carta chegasse ao alcance dos vizinhos do prédio, Rita mandou um e-mail para a síndica do prédio pedindo para que ela colocasse o comunicado no quadro de avisos, porém a mãe de Fernando não teve resposta e decidiu por conta própria colar o recado, mas os mesmos foram retirados no dia posterior.

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Nesta quarta-feira (13) a noite, Rita foi procurada pela a síndica junto com a subsíndica prédio que informaram estar dispostas a apoiá-la. As mesmas solicitaram que Rita não mais colocasse cartazes no mural, mas que as avisasse caso algo aconteça para que as providências sejam tomadas. 

Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma alteração genética produzida por um cromossomo a mais, o cromossomo 21. O grupo de apoio, chamado "Movimento Down" esclarece que os que tem a síndrome tem os mesmos direitos e necessidades que todas as pessoas em geral. O desenvolvimento desses indivíduos é grandemente influenciado pela educação, qualidade do cuidado e experiência que são oferecidos a eles; sendo sua vida no dia a dia influenciada de acordo com os recursos que são disponibilizados e principalmente pela forma de tratamento sem preconceito e das atitudes das pessoas de sua família, comunidade e escola.

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O desejo da Rita, do Fernando e de milhares de mães no Brasil e no mundo chama-se respeito e inclusão. O ser humano precisa aprender conviver com as diferenças e saber que todos somos iguais. #Curiosidades #Crime #Medicina