A Força Nacional de Segurança foi retirada dos estados brasileiros para uma missão dita "especial", proteger o símbolo mor da Olimpíada, a tocha. De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, até mesmo algumas operações em andamento tiveram os seguranças retirados. Com isso, muitas cidades estão se sentindo órfãs desse aparato especial. Os jogos do Rio de Janeiro começam no dia 05 de agosto, mas a maioria dos seguranças já está na cidade, onde deve permanecer até setembro, já que depois dos jogos olímpicos existe também os paralímpicos. 

Ao todo, cerca de seis mil mulheres e homens chegam à cidade maravilhosa das mais diversas cidades brasileiras.

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No estado do Ceará, por exemplo, a Força Nacional fazia a segurança de vários presídios. Os militares ali estavam porque houve muitas rebeliões no primeiro semestre deste ano. Bastou os seguranças irem para o Rio para os bandidos do Ceará fazerem a festa. Nesta semana, por exemplo, até ônibus foram atacados e os conflitos recomeçaram. Os atos são coordenados da própria cadeia e também de facções criminosas, que estão em liberdade. Além dos ônibus, prédios do governo e os agentes policiais foram atingidos. 

Um dos estados mais prejudicados é o de Alagoas. É lá onde existe a maior taxa de homicídios do país, que chega a ser quase três vezes maior do que a média nacional, chegando a 62 pessoas mortas por ano entre 100 mil habitantes. O fim da tropa federal prejudicou até mesmo investigações sobre assassinatos na capital, Maceió.

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Somando os dois estados citados ao Rio Grande do Norte já são 500 agentes que deixaram os seus antigos trabalhos para a missão no Rio de Janeiro.

Todos eles foram para uma missão também importante, mas passam por perrengues. Militares que se hospedaram em um recém-condomínio do 'Minha Casa, Minha Vida', localizado na Zona Norte do Rio, precisam obedecer as ordens de milicianos. Eles foram proibidos, por exemplo, de instalarem wi-fi na Olimpíada, além de estarem em condições bem ruins de trabalho.  #Rio2016