Nesta terça-feira, 05, a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Paraná, tentou elevar o tom ao fazer perguntas à uma das testemunhas ouvidas na sessão da Comissão do processo do #Impeachment do Senador. A Congressista, que recentemente teve o marido, o ex-Ministro Paulo Bernardo, preso durante a Operação 'Custo Brasil', tentou colocar culpa do crime de responsabilidade para os crimes fiscais cometidos pela presidente afastada #Dilma Rousseff na testemunha que era ouvida, a perita Selene Perez Nunes.

Selene foi convidada pela advogada de acusação contra Dilma, Janaína Paschoal, para ser ouvida na Comissão como qualidade de participante assistente na acusação.

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De mulher para mulher, ela colocou a petista em seu lugar e explicou detalhadamente como teriam ocorrido os crimes de responsabilidade fiscal. Gleisi, mesmo tendo o marido recebendo diversas acusações sérias de recebimento irregular de dinheiro, acusou a testemunha de receber dinheiro do PSDB para ajudar a formular o processo de impeachment. 

Selene, no entanto, não ficou abalada. Ela usou todo o tom técnico e mesmo um pouco nervosa, conseguiu esclarecer o extremo desconhecimento sobre os fatos trazidos por Gleisi. Segundo a testemunha, ela apenas fez seu dever cívico e não ganhou um centavo para estar ali, assim como aconteceria no dia da sessão, em que ela fez questão de usar parte do seu espaço para defender a própria honra. 

A convidada ainda virou alvo de outra Senadora, Vanessa Grazziotin, eleita pelo Partido Comunista do Brasil no estado do Amazonas.

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Selene então não perdeu o brio e com mutia calma mostrou que age com a mesma ardilosidade que muitos membros que participavam do governo hoje afastado. Ela lembrou que concordou quase em plenitude com a perícia do Senado e só não concorda com um ponto do laudo, tendo ambos chegado, no entanto, ao mesmo indícios de dolo. "Isso faz parte do meu trabalho", detonou ela. 

Veja abaixo o vídeo que mostra o momento exato em que o confronto aconteceu:

#PT