Um grupo extremista brasileiro ganhou destaque nessa semana após mensagens vazarem nas redes sociais. Elas mostram o apoio de cidadãos brasileiros ao Estado Islâmico. Nesta terça-feira, 19, o site da Revista Veja publicou uma lista que seria deste grupo. Nela, são indicadas dezessete maneiras de se cometer atentados terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. O canal brasileiro é chamado de Ansar al-Khilafah Brazil. Os cidadãos que vivem em nosso país se comunicam através de um aplicativo telefônico com os terroristas. Eles usam o Telegram, semelhante ao Whatsapp, mas bem mais popular no exterior. 

Os dados da Revista Veja foram divulgados inicialmente pelo SITE Intelligence Group.

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Para a obtenção deles, a revista teve a colaboração da especialista americana da empresa, Rita Katz. Na lista, existem descrições de que tipos de alvo serão feitos, qual a localização deles e como tudo deve ser feito. Os atentados seriam feitos pelos chamados "lobos solitários", que são terroristas que decidem organizar atos criminosos sozinhos, como o que ocorreu nesta segunda-feira, 18, na Alemanha, quando um homem com uma machado feriu várias pessoas em uma estação de trem. 

Na lista, os alvos preferidos são justamente aqueles onde existem mais pessoas, nos transportes públicos e também em aeroportos. Os ataques podem ser feitos até com armas brancas, como facas, ou por meio de envenenamentos. Os principais alvos do grupo extremista brasileiro, segundo a reportagem seriam mulheres e crianças.

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Outra forma de disseminar o terror seria através de noticiar ataques falsos, o que mobilizaria inevitavelmente as forças policiais. 

Os usuários com tendência terrorista chegam a dizer que a Polícia brasileira não serviria de nada, comparando que o grupo Estado Islâmico estaria conseguindo grande sucesso em seus atentados em países como a França. Na semana passada, um homem dirigindo um caminhão atropelou dezenas e deu tiros em pessoas que estavam acompanhando o feriado da Bastilha. Ele matou 84 pessoas, uma delas uma brasileira. A filha dela também morreu.  #Governo #Terrorismo