Nessa semana, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), entrou em uma enorme polêmica. Uma entidade ligada à prefeitura, solicitou que a bandeira do Brasil não fosse mais hasteada na Avenida Paulista, mas não somente isso. A entidade proibiu até que o prédio da FIESP, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, reproduzisse as cores verde e amarelo na estrutura. Caso insista, a FIESP pode pagar até R$ 10 mil de multa para cada dia que burlar essa nova regra. A manobra foi criada para evitar que o prefeito Fernando Haddad pudesse vir a ser prejudicado durante a corrida eleitoral pela reeleição.

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Isso porque a Avenida Paulista foi o palco das grandes manifestações. O prédio da FIESP ficou conhecido por ser o centro do palco dos protestos e chegou a estampara a frase 'Renúncia Já', fazendo uma referência ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Centenas de milhares de pessoas estiveram ali algumas vezes no último ano para pedir a deposição da petista, que até agora não veio, mas que pelo menos agora tem previsão para acontecer, o final do mês que vem, quando o Senado Federal votará se Dilma deve ou não ser retirada do cargo. De acordo com o 'Diário do Poder', pelo menos 60 Congressistas já estariam favoráveis à saída dela. 

Enquanto o órgão vinculado a Fernando Haddad pede que as instituições não exibam mais a bandeira nacional, os paulistas protestam.

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Um dos principais organizadores das manifestações do processo de impeachment, o 'Vem Pra Rua', convocou para este domingo, 17, para que os moradores de São Paulo saiam de verde e amarelo de casa. Quem puder, que leve consigo um exemplar da bandeira nacional. Pelo visto, a emenda de Haddad mais uma vez não vai acabar bem para ele. O pedido da prefeitura ocorreu justamente depois que o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, assinou um decreto em que obriga o uso da bandeira em diversos eventos.

Veja abaixo um post com a convocação do evento feita através do Facebook:

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