Nesta quarta-feira, 06, começou mais um desdobramento da operação 'Lava Jato'. Através da 'Operação Pripyat', um dos homens de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, o engenheiro Valter Cardeal foi obrigado pela justiça a ir até à Polícia Federal para prestar depoimento. A decisão chocou a muitos e o profissional licenciado da Eletrobras teria dito que contará tudo, pois não tem nada a esconder. Valter era um dos principais membros do setor energética que mantinha estreitas relações com Rousseff, quando essa estava no poder. Além da condução coercitiva, Valter Cardeal foi alvo de mandados de busca em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

De acordo com a Polícia Federal, o engenheiro aparece sendo citado por delatores como sendo um dos homens que ajudou a movimentar um esquema de corrupção em obras da usina Angra 3.

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A revelação foi feita por dois empresários, um deles da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e o outro da UTC, Ricardo Pessôa. Em troca das informações, os empresários precisam provar que estão falando a verdade e assim negociar uma redução de pena. 

Ao todo, mais de 100 policiais da PF precisaram sair às ruas durante a Operação. Nove pessoas devem ser chamadas para depôr. Durante a Condução Coercitiva, ninguém é obrigado a falar nada, mas isso pode soar ruim na Justiça, como falta de colaboração. A Operação ainda solicita a prisão temporária de três pessoas e a prisão preventiva de outras seis. Isso sem falar em mais 26 mandados de busca e apreensão. 

As prisões envolvendo nomes do setor elétrico surpreenderam muitas pessoas e calam a boca dos críticos que dizem que os trabalhos dos investigadores estão parados.

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Na madrugada desta quarta, até mesmo o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, comentou o trabalho dos agentes, relatando que estamos vendo a maior investigação do país e que o governo do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, além dos brasileiros, estão precisando aprender a lidar com essa nova situação, que só tende a melhorar as coisas com o fim da impunidade.  #Dilma Rousseff