A advogada Janaína Paschoal ficou conhecida em todo o país durante o processo de #Impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Ela que já tinha um currículo de dar inveja, dando aula de direito na maior universidade do país, a USP, em São Paulo, agora pode entrar para a história como a acusadora que ajudou a tirar uma presidente do poder. Em entrevista publicada neste sábado, 16, pelo site 'Diário do Poder', Janaína critica a defesa da presidente, que é coordenada pelo ex-Advogado Geral da União e ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ela, a defesa não tem argumentos e por isso permanece no mesmo discurso se sempre - o do golpe - que já virou alvo de pedidos de explicações até mesmo do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Além de Janaína, também assinaram o pedido de impeachment contra Dilma os juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, conhecido por ser um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.

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O pedido foi protocolado no fim do ano passado na Câmara dos deputados. Já são pelo menos oito meses de um longo processo que Dilma continua a dizer que se trata de um "golpe". Na entrevista, Janaína lembra que o processo está bem demorado e que o impeachment contra o presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, acabou sendo realizado de forma bem mais rápido. Collor, no entanto, não esperou a última votação do Senado, que fala sobre a deposição. Ele solicitou a renúncia do cargo antes disso. 

A demora do processo foi uma tática do Partido dos Trabalhadores (#PT). Primeiro para evitar o afastamento e a deposição de Dilma em si, depois para fazer com que a última votação ocorresse justamente quando o Brasil estará no período final das olimpíadas. Se não houver novos adiamentos, a votação contra a presidente promete ocorrer nos últimos dias dos jogos.

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Ainda não se sabe como será a votação. Na do afastamento, os Senadores tiveram 15 minutos para argumentar suas falas e depois votaram eletronicamente. Nessa ocasião, Dilma teve 55 votos contrários. Para sua deposição são necessários 54 dos 81 Senadores.  #Dilma Rousseff