Janaína Paschoal já sabe como acusará a presidente afastada Dilma Rousseff. Nesta terça-feira, 12, a advogada que ajudou a protocolar o pedido de impeachment conta a petista, entregou as alegações finais do processo que pode terminar com a deposição da representante do Partido dos Trabalhadores. De acordo com informações do UOL, o documento final assinado pela Professora da Universidade de São Paulo (USP) tem cerca de 131 neles. Nele, Janaína argumenta com provas de que Rousseff cometeu um "golpe eleitoral". Dessa maneira, ela provoca uma reviravolta no próprio discurso da petista, que alega em sua defesa que está sendo vítima de um "golpe de estado".

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Além de Janaína, também assinam o documento os advogados Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo.  O documento ainda foca nas chamadas "pedaladas fiscais", suposto #Crime cometido por Dilma que pode ser catalogado como no de falta de responsabilidade fiscal. Quem dirá se houve ou não o crime atribuído pela acuação à Rousseff são os Senadores. Entre os dias 22 e 27 está previsto para que o Senado Federal faça a votação contra a política.

São necessários pelo menos 54 votos para que Dilma seja deposta. No dia 12 de maio, os Congressistas já haviam votado pelo afastamento da presidente. Nesse dia, ela praticamente foi "massacrada" politicamente, tendo 55 votos. De acordo com o 'Diário do Poder', atualmente, cerca de 60 Senadores estariam dispostos a derrubar a presidente. Quem poderia ficar muito feliz com essa votação é justamente o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, que nesta terça completa dois meses no poder.

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Com a saída oficial da petista, ele passaria a ser o presidente definitivo.

A advogada Janaína Paschoal virou a figura mais conhecida da acusação de Dilma. Ela contrasta com o papel feito pelo ex-advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, que tenta defender sua cliente. Cardozo já disse diversas vezes que atenderia a petista até de graça. Ele teve cargos importantes no #Governo dela, como o de Ministro da Justiça.