Nesta quarta-feira, 06, a advogada de acusação, Janaína Paschoal, decidiu expôr como a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff estaria usando a comissão do #Impeachment para realizar uma grande farsa, que envolve todos nós. De acordo com ela, ao invés de achar argumentos contundentes que defendam a representante do Partido dos Trabalhadores (#PT), os advogados da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente a figura do ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, usam o espaço do Senado como "palanque político".

Dilma decidiu não comparecer ao ato em que ela tinha o direito e espaço para se defender na Comissão.

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O motivo para o "sumiço" está atrelado diretamente ao fato de que a presença de Rousseff poderia causar à ela um tremendo desconforto. Não está descartada, no entanto, a hipótese de que Dilma use a tribuna do Senado para se defender. A comissão do impeachment agora terá praticamente um mês de recesso. A previsão é que a votação contra a petista ocorra apenas no final de agosto, justamente quando o Brasil estará com suas atenções divididas com os Jogos Olímpicos, que acontecem no estado do Rio de Janeiro.

No texto lido por José Eduardo Cardozo, a presidente afastada disse que "errar é humano" e que ela estaria sendo vítima de uma "farsa política". Em torno deste argumento, a advogada Janaína Paschoal lembrou que o ex-Advogado Geral da União apenas lia um compilado de discursos, que não tinha nada de novo e que era apenas marketing político.

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O Partido dos Trabalhadores tem sido muito criticado por chamar o impeachment de Rousseff de "golpe parlamentar", especialmente porque se sabe que as instituições brasileiras acompanham atentamente tudo o que está a ocorrer no Senado. 

Paschoal lembrou o fato dos discursos da petistas serem quase monólogos sem grandes argumentações e comentou que esta data seria uma ótima oportunidade para ela se defender. Os Senadores pró-impeachment confirmam que Dilma fraudou as contas do governo, mas que apenas não assinou a fraude. #Dilma Rousseff