Jean Wyllys, eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, pode pagar caro por conta de insinuações feitas nas redes sociais. Nesta quarta-feira, 13, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se organiza para analisar se vai processar o ex-participante do 'Big Brother Brasil'. O inquérito, na pior das hipóteses, pode fazer com que o representante do PSOL possa perder até o mandato, como acontece hoje com o julgamento de Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Quem pediu para que o processo fosse aberto foi o PSC.

O partido que elegeu nomes como Jair Bolsonaro e Marco Feliciano argumenta que não há compatibilidade com as argumentações feitas por Jean e o trabalho que ele deve exercer na Câmara dos deputados.

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No último dia 12 de junho, Wyllys usou o Facebook para insinuar que Bolsonaro e Feliciano seriam culpados pelo atentado terrorista que atingiu uma boate voltada ao público homossexual. O atentado ocorrido naquele mês matou 50 pessoas em uma casa de shows da cidade de Orlando, na Flórida. A matança repercutiu em todo o país. No texto, Jean dizia que os argumentos de pessoas como os dos deputados citados ajudavam a explicar o terrorismo que ocorreu nos Estados Unidos. 

Não é a primeira vez que Wyllys e Bolsonaro entram em uma grande polêmica. O deputado do PSOL  e o do PSC brigaram durante a votação no dia 17 de abril, que aconteceu na Câmara e julgou se o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, deveria ou não prosseguir até o Senado.

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Naquela oportunidade, Jair fez uma menção em tom de homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, considerado torturador do período militar. 

Já Jean ao ver toda a cena, alega que ainda teria sido xingado de palavras homofóbicas. Ele então cuspiu em Bolsonaro e a polêmica estava formada. Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, Wyllys confessou que teria muita dificuldade em debater qualquer assunto com Jair, já que o pensamento dos dois era diferente. Ele acredita que esse diálogo é quase impossível.  #Governo #LGBT